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França

Em Paris, exibição de "Aquarius" é seguida por ato contra Temer

Manifestações começaram logo que o longa terminou, com um coro de "Não vai ter golpe" emendando-se às palmas para o filme

21/05/2016 - 13h00 - Atualizada em: 21/05/2016 - 13h02

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Por Redação NSC
Cartazes foram distribuídos à plateia com frases como "Fora, Temer", "Volta querida" e "Não vai ter golpe"
Cartazes foram distribuídos à plateia com frases como "Fora, Temer", "Volta querida" e "Não vai ter golpe"
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Apresentada dentro da mostra Cannes à Paris, que exibe uma seleção dos títulos que disputam a Palma de Ouro neste domingo na Riviera Francesa, a sessão do filme Aquarius, do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, foi seguida, na manhã deste sábado, por uma nova manifestação contra o governo do presidente interino Michel Temer. Na terça-feira, a exibição do longa na competição oficial do festival francês havia sido antecedida por um protesto do elenco e da equipe de filmagem.

Em Paris, neste sábado pela manhã, as manifestações contra Temer começaram logo que o longa terminou — com um coro de "Não vai ter golpe" emendando-se às palmas para o filme. Em seguida, uma jovem falando em francês convidou os espectadores a, antes de saírem da sala, participarem de uma manifestação nos mesmos moldes da realizada em Cannes.

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Parte da plateia aderiu ao convite e cartazes foram distribuídos com frases como "Fora, Temer", "Volta querida" e "Não vai ter golpe". Folhas com letras formaram a expressão "Brésil Debout", algo como "Brasil em vigília", referência ao movimento "Nuit Debout" (noite em vigília), que ocupa a Place de la Republique há quase dois meses com uma pauta eclética de reivindicações.

Aquarius conta a história de Clara (Sonia Braga), uma jornalista de 70 anos, moradora de um edifício antigo na praia de Boa Viagem, em Recife, que se recusa a vender o apartamento em que vive há mais de 30 anos para uma construtora que planeja construir um novo condomínio no local.

— Aquarius se impõe como o filme mais bonito de todos os que se viu até aqui — escreveu a crítica francesa Isabelle Regnier, do Le Monde, na quarta-feira, ecoando as boas críticas recebidas pelo primeiro filme brasileiro a participar da competição oficial de Cannes em oito anos.

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