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Em SC, JBS fecha frigorífico e começa demissão de 600 funcionários

Com o último dia de abate na quinta-feira (26), trabalhadores começam a assinar a demissão a partir da próxima semana

27/10/2017 - 00h45 - Atualizada em: 27/10/2017 - 06h02

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Por Redação NSC
Empresa vai manter apenas a fábrica de ração na unidade
Empresa vai manter apenas a fábrica de ração na unidade
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Dois meses após anunciar o fim da unidade catarinense de Morro Grande, município a 242 quilômetros de Florianópolis, a JBS encerrou ontem os abates no frigorífico. Cerca de 600 pessoas da cidade de 3 mil habitantes e região vão assinar a demissão nos próximos dias.

A produção de aves da unidade será absorvida pelas unidades vizinhas das cidades de Forquilhinha e de Nova Veneza e por outras fábricas que a empresa mantém no Estado. No local, segue funcionando apenas a produção de rações e outros itens agropecuários.

— Vamos nos sentar com representantes da empresa para montar o calendário de demissões. A ideia é atender no máximo a 60 trabalhadores por dia — destaca o diretor do sindicato dos trabalhadores, Célio Elias.

Ainda segundo ele, um quarto dos produtores de frangos da região que abasteciam a unidade serão desligados. A unidade abatia cerca de 56 mil cabeças por dia. Em 2016, antes de a crise se aprofundar, esse número chegava a 110 mil, aponta Elias.

Além das verbas de rescisão, cada funcionário com mais de um ano de casa vai ganhar R$ 1,25 mil de indenização, garantido após acordo entre Ministério Público do Trabalho, sindicato e empresa. Para quem tem menos tempo, esse valor será dividido de acordo com os meses trabalhados. Cerca de 100 pessoas serão transferidas para outras unidades.

Empresa diz que negocia venda

Em nota, a JBS confirma que há negociações para venda da unidade e que o assunto está nos planos da empresa desde que decidiu pelo encerramento das atividades de abate da planta. “A companhia esclarece que iniciou as negociações já no fim do mês de setembro”, diz o texto.

O prefeito de Morro Grande, Valdionir Rocha, se reúne há dois meses com representantes da JBS e autoridades catarinenses para tentar resolver a situação. Ele afirma que o fechamento vai prejudicar toda a região. Só na cidade, o encerramento das atividades representa queda de 60% na arrecadação.

— Hoje o comércio sobrevive em torno das pessoas que trabalham na JBS. O emprego direto dessa unidade significa seis empregos indiretos. Ou seja, sete pessoas são afetadas — acrescenta.

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