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Acordo

Embraer admite propina e pagará US$ 205 mi para encerrar casos de corrupção 

Segundo procuradora-geral adjunta, empresa fez pagamentos irregulares a funcionários de República Dominicana, Arábia Saudita e Moçambique, e falsificou dados sobre contratos com a Índia

24/10/2016 - 15h31 - Atualizada em: 21/06/2019 - 23h25

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Por AFP
(Foto: )

A Embraer concordou em pagar US$ 205 milhões a autoridades brasileiras e norte-americanas para encerrar casos de corrupção em países estrangeiros, informou nesta segunda-feira o Departamento de Justiça.

De acordo com a procuradora-geral adjunta, Leslie Caldwell, a Embraer fez pagamentos irregulares a funcionários de República Dominicana, Arábia Saudita e Moçambique, e falsificou dados sobre contratos com a Índia.

"A Embraer pagou milhões de dólares em subornos para conseguir contratos com setores aeronáuticos em três continentes diferentes", destacou Caldwell em comunicado.

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Para encerrar os casos, a Embraer aceitou pagar US$ 107 milhões ao Departamento de Justiça e outros US$ 98 milhões em multas e compensações à agência reguladora do mercado de valores (SEC, na sigla em inglês).

Como parte do acordo, a Embraer se comprometeu a contratar por um período de três anos um consultor externo que acompanhará as políticas internas sobre transparência.

O Departamento de Justiça lembrou que por esses casos de corrupção as autoridades brasileiras apresentaram queixas formais contra 11 pessoas, enquanto a Arábia Saudita denunciou formalmente outras duas.

A justiça americana tem jurisdição nesses casos, já que a Embraer, que foi privatizada em 1994 embora o governo brasileiro tenha participação acionária, opera na Bolsa de valores de Nova York.

O processo está previsto na Lei de Práticas de Corrupção no Exterior e sanciona empresas de qualquer país que se beneficiem de alguma forma do sistema financeiro americano.

A Embraer foi acusada de pagar US$ 3,5 milhões de subornos a um "alto funcionário oficial" da República Dominicana para fechar um contrato por US$ 92 milhões.

Na Arábia Saudita, a empresa pagou subornos de US$ 1,7 milhão, e foi denunciado também um pagamento de 800 mil dólares em Moçambique.

*AFP

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