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Florianópolis 

Empregados da D.Parking acampam e impedem retirada de computadores da sede da empresa no Centro 

CPI da Zona Azul se reúne na segunda (14) para analisar os equipamentos em busca das planilhas de contabilidade 

12/10/2019 - 12h57 - Atualizada em: 12/10/2019 - 15h27

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Por Redação CBN Diário
Funcionários estão em vigília na sede da empresa
Funcionários estão em vigília na sede da empresa
(Foto: )

Depois de impedir, na tarde de sexta-feira (11), a retirada de computadores da sede da Dom Parking, no Centro de Florianópolis, os empregados da empresa estão se revezando em vigília em frente à empresa neste sábado (12). Os equipamentos eletrônicos acabaram sendo levados para a Câmara de Vereadores.

Os contratados reclamam o não pagamento de salário e direitos trabalhistas pela empresa que explorava o estacionamento rotativo, conhecido como Zona Azul. Em setembro, o contrato foi rompido com a prefeitura em disputa judicial. Os trabalhadores querem uma definição se serão demitidos e indenizados

A empresa, segundo o município, não repassou cerca R$ 21 milhões arrecadados em seis anos de exploração comercial das vagas junto

No final da tarde de sexta um caminhão de mudanças estacionou em frente à sede, que fica na Alameda Governador Heriberto Hülse. Diante da situação que indicava confronto entre os funcionários e o pessoal da mudança, a Polícia Militar e a Guarda Municipal estiveram no local, além dos vereadores Gabrielzinho (PSB) e Lela (PDT). Dois funcionários do departamento de recursos humanos da Dom Parking chegaram a se trancar dentro prédio, com medo de represálias.

O vereador Lela, que integra a CPI que investiga a empresa, acredita que o objetivo era esconder dados sobre a arrecadação da Dom Parking.

— Esta retirada dos computadores num final de tarde de sexta também é um desrespeito à CPI, pois já tentamos notifica-los por três vezes e não receberam a intimação, que foi feita agora por edital. Também devem ter recebido a informação de que pretendíamos apreender todo o material para análise — disse o parlamentar.

Segundo ele, a empresa é conhecida por arrecadar o dinheiro das vagas e não repassar ao poder público, como aconteceu também em Balneário Camboriu e Joinville.

Na segunda-feira (14), a CPI da Zona Azul se reúne nesta segunda-feira para decidir novos passos da investigação.

— Vamos fazer de tudo para manter estes computadores com a contabilidade do que foi arrecadado – observou Lela.

A direção da empresa não foi localizada para comentar o assunto.

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