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Recuperação 

Empresa pede mais prazo para plano de estabilização de encosta em Blumenau 

Terreno em que companhia constrói hotel às margens da Via Expressa teve deslizamento no fim de março que matou dois trabalhadores e deixou um ferido 

08/04/2019 - 10h57 - Atualizada em: 08/04/2019 - 14h53

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Redação
Por Redação Santa
Deslizamento em parte do morro forçou interdição de três casas, que seguem sem poder ser ocupadas
Deslizamento em parte do morro forçou interdição de três casas, que seguem sem poder ser ocupadas
(Foto: )

A empresa responsável pela construção de um hotel no terreno em que um deslizamento matou duas pessoas e deixou outra ferida pediu mais tempo para apresentar o plano de reestabilização da encosta atingida pelo desabamento. A proposta de recuperação do local foi uma exigência da Secretaria de Defesa do Cidadão de Blumenau um dia depois do incidente.

Segundo o secretário da pasta, Carlos Olímpio Menestrina, a empresa apresentou na sexta-feira o pedido de prorrogação do prazo dado inicialmente, que havia sido de cinco dias e já havia expirado. O acordo foi de que a empresa deve apresentar o plano de recuperação até a quarta-feira.

Enquanto isso, as três casas que ficam em cima da encosta atingida pelo deslizamento continuam interditadas, sem previsão de liberação. Segundo Menestrina, a empresa teria se responsabilizado pelo destino das famílias que moram nessas residências enquanto o local segue interditado.

A Secretaria de Defesa do Cidadão fez uma análise geológica do local, mas informou que aguarda a entrega de uma avaliação feita por um profissional contratado pela própria empresa para comparar as conclusões antes de se pronunciar.

Paralelamente, a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o caso. O procedimento está em execução e aguarda a entrega de um laudo pericial do local, o que deve ocorrer até o fim da próxima semana. Até o momento, profissionais que trabalharam no resgate das vítimas já foram ouvidos.

– O que precisamos é que fique evidente se há responsabilidade por parte de alguém, se alguém tinha conhecimento que o local realmente era perigoso, se colocava em risco as pessoas que lá estavam trabalhando. Se isso ficar evidente, claro que os responsáveis com certeza irão responder por essa situação – pontua o delegado Juraci Darolt.

Relembre o caso

Na manhã de 27 de março, parte da encosta de um terreno às margens da Via Expressa caiu enquanto funcionários trabalhavam na construção da sapata de um muro de contenção. A estrutura faz parte da construção de um hotel que será edificado no terreno, no bairro Itoupava Norte, em Blumenau. Dois operários morreram – Romero Geraldo da Silva, 28 anos, e Élcio José Padilha, 30 anos.

Um terceiro trabalhador atingido pelo deslizamento, Ademir José Ferreira, 42 anos, foi encontrado com vida, depois de passar quatro horas soterrado e sobreviver a um resgate que durou nove horas. Ele continua internado no Hospital Santo Antônio e já teve melhora no quadro, mas ainda não tem previsão de alta.

Nos dias após o deslizamento, a empresa Empreendimento Hoteleiro Via Expressa Blumenau SPE, responsável pela construção do hotel, informou em nota que o incidente ocorreu quando "estava sendo feita a fundação para o erguimento do muro de arrimo/contenção do talude". A companhia ainda lamentou o ocorrido e afirmou ter todas as autorizações, alvarás e anotações técnicas de engenheiros para as intervenções.

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