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    Enfermeira morta dentro da própria casa sofria ameaças, dizem conhecidos

    Amigos e familiares relatam que Claudia Mara Koppe vivia com medo do ex-companheiro

    01/02/2016 - 17h56

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    Por Redação NSC
    Cadeado no portão da casa revela o medo com que Claudia vinha convivendo há alguns meses
    Cadeado no portão da casa revela o medo com que Claudia vinha convivendo há alguns meses
    (Foto: )

    - Quando eu vi que ela estava ali caída no chão e não havia mais nada o que fazer para salvá-la, entrei em desespero. É uma coisa que eu não desejo a ninguém - relatou uma vizinha de Claudia Mara Koppe, 44 anos, assassinada com um tiro na cabeça ao meio-dia do último sábado.

    Polícia não descarta possibilidade de crime passional em assassinato

    Amigos, vizinhos e familiares não conseguem acreditar como ela pode ter sido vítima de um crime tão brutal. Claudia foi morta dentro da própria casa, na frente do filho de 12 anos. Ela cozinhava quando foi surpreendida por um rapaz jovem, com menos de 20 anos. Ele entrou gritando dentro da casa, fez um único disparo à queima-roupa e fugiu.

    - Tia, tia, atiraram na minha mãe - dizia o pequeno, enquanto corria pela rua em busca de ajuda. Ele tinha esperança de que alguém pudesse salvá-la.

    Os amigos da técnica de enfermagem, que trabalhou por anos no Hospital Municipal São José, contam que o filho de Claudia se beliscava para ter certeza de que estava acordado e que tudo não passava de um pesadelo.

    - Para nós, já é uma dor assim imensurável. Imagina para esse menino? É uma criança. A gente não consegue entender como existem pessoas más a ponto de fazer isso - lamenta uma das vizinhas.

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    O cadeado que ainda prende uma corrente em volta do portão da casa de Claudia revela o medo com que ela já vinha convivendo há alguns meses. Amigos e parentes relatam que ela estava afastada do hospital, pois não conseguia se concentrar no trabalho com medo do ex-companheiro, com quem viveu por cerca de seis meses e do qual se separou em outubro de 2015.

    A violência doméstica que sofreu está registrada em boletins de ocorrência na delegacia. Mesmo após o fim do relacionamento, as ameaças teriam continuado. A possibilidade de crime passional é investigada pela polícia.

    - Ela andava com medo dele, usava corrente no portão. Já tinham jogado pedra no carro e na janela. Ela reclamava: ?Meu Deus, não acredito, minha vida está um inferno, não tenho mais paz? - disse uma amiga.

    - Ele (ex-companheiro) vivia perseguindo a Claudia. Ela estava até com medida protetiva. Infelizmente, era uma tragédia anunciada. A polícia dizia que não poderia prendê-lo sem flagrante por causa da lei (que não permite).

    O caso foi amplamente divulgada pelas redes sociais. Claudia era conhecida por causa da profissão. Pacientes que foram atendidos por ela no São José lamentaram a morte por meio de mensagens de gratidão e solidariedade. Com exceção dos episódios que envolviam o ex-companheiro, Claudia era conhecida por ser uma mulher alegre e de bem com a vida.

    Investigação

    O crime passional é uma das linhas de investigação da Polícia Civil. Outras hipóteses não são descartadas. O ex-companheiro de Claudia foi intimado a prestar depoimento nesta terça-feira. Testemunhas estão sendo ouvidas pelos investigadores. A polícia pretende chegar ao executor do crime e, consequentemente, ao suposto mandante - se assim for comprovado.

    Registro da Claudia Mara Koppe trabalhando no Hospital São José

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