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Saúde pública

Entenda por que o Boa Vista está no foco do combate ao Aedes aegypti em Joinville

Nos últimos dois anos, o bairro nem entrava na lista da Vigilância Ambiental

13/05/2016 - 05h01

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Por Redação NSC
Entulhos jogados na beira mangue serão retirados em ação na terça-feira
Entulhos jogados na beira mangue serão retirados em ação na terça-feira
(Foto: )

Entre 2014 e 2015, o bairro Boa Vista não apareceu na lista de focos do mosquito Aedes aegypti. Neste ano, no entanto, ele voltou a figurar entre os pontos de preocupação da Vigilância Ambiental de Joinville e, agora, ocupa o posto de bairro com maior número de focos do mosquito que transmite dengue , febre chykungunia e zika vírus.

Começou em fevereiro e foi entrando pelo bairro aos poucos, pela rua Albano Schmitd, onde os primeiros casos foram encontrados. No fim daquele mês, eram seis focos. Na lista mais recente divulgada pela Secretaria de Saúde, dos 98 focos encontrados em 17 bairros da cidade, 28 estão no Boa Vista.

Para o Programa de Combate a Dengue, a missão agora é inibir o crescimento de casos no bairro e evitar que ele torne-se problemático como o Itaum e o Floresta.

- Estes dois bairros foram considerados infestados e, por isso, estão agora na segunda fase da ação de combate, passando por tratamento no foco - afirma a coordenadora da Vigilância Ambiental, Nicoli dos Anjos - Precisamos evitar que o Boa Vista também torne-se um caso de infestação.

Nicoli frisa que o Boa Vista entra no topo da lista porque no Itaum e no Floresta - com 22 e nove focos encontrados em 2016, respectivamente - agora só é contabilizado o que é encontrado em armadilhas da Vigilância, enquanto nos outros bairros também são somados os casos descobertos fora da rede de armadilhas.

- Isso é o mais preocupante, porque quer dizer que a população não está tomando as precauções necessárias. O mosquito está em todo lugar, por isso manter os cuidados é fundamental - avalia ela.

É difícil explicar o porquê de estes bairros tornarem-se grandes focos do mosquito, mas um mapeamento superficial dos locais onde as larvas do Aedes aegypti foram encontradas mostram que o Itaum e o Floresta tem problemas com a grande quantidade de ferro velhos, enquanto no Boa Vista, os focos estão em calhas, bocas de lobo e ralos de residências.

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As bocas de lobo estão recebendo hidrojateamento para desobstrução, mas em ambientes domésticos, apenas o cuidado de cada morador pode garantir o fim dos focos.

- Se estiver aparecendo vegetação na calha, é importante retirar, para evitar o entupimento. Com o frio, demora mais para a água secar nestes lugares - avisa Nicoli.

Ações de conscientização e vistoria estão sendo intensificadas no Boa Vista, com informes em missas e cultos, palestras em escolas e no trabalho de rotina dos agentes de combate a endemias. Na próxima terça-feira, 17 de maio, outra ação de prevenção será feita pela Vigilância Ambiental em parceria com a Subprefeitura do Boa Vista e a Ambiental.

A equipe trabalhará na "beira mangue", onde é comum encontrar entulhos que tornam-se foco fácil do Aedes aegypti. Depois desta limpeza, o pedido é que a comunidade colabore e não despeje mais lixo no local.

Até agora, Joinville já registrou 20 casos de dengue e cinco de febre chykungunia. Ainda não há casos de zika vírus. Os outros bairros que também apresentam focos do mosquito são Fátima, João Costa, Rio Bonito, São Marcos, América, Glória, Nova Brasília, Pirabeiraba, Anita Garibaldi, Boehmerwald, Bucarein, Costa e Silva e Vila Nova.

Casos em Joinville em 2016

Dengue: 20 (19 importados e 1 autóctone)

Chikungunya: 5 (4 importados e 1 autóctone)

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