Após uma reportagem publicada no The New York Times, um vídeo viralizou no X, antigo Twitter, em que uma influenciadora digital cita uma teoria da conspiração dizendo que o glitter seria utilizado na produção da bomba atômica. A partir disso, internautas fizeram uma lista obscura de itens, citando que o o material seria também utilizado na produção de explosivos, pasta de dente e até tinta de barco.

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De acordo com o jornal O Globo, as teorias relacionadas ao material começaram quando, em entrevista ao jornal americano, representantes das duas maiores fabricantes de glitter nos Estados Unidos deram respostas vagas e cheias de enigmas a repórter relacionadas ao produto.

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A jornalista disse que a verdade sobre o glitter envolve “níveis de ofuscação da CIA” e relatou ter sido proibida de ver como o item é feito e escutou que, “sob nenhuma circunstância”, deveria estar no mesmo local em que é produzido.

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As teorias ganharam ainda mais força quando, recentemente, outro influencer publicou um vídeo ao lado do jornalista alemão Parjanya Christian Holtz, que já trabalhou no The Washington Post e The New York Times. Na publicação, ambos citam ter conversado com o filho do inventor do glitter, Henry Ruschmann Jr.

Segundo o O Globo, registros do jornal Courier News, de Nova Jersey, mostram que o empresário pai de Ruschmann Jr, Henry F. Ruschmann, trabalhou no Projeto Manhattan durante a Segunda Guerra Mundial. E foi nesta pesquisa que o físico Robert Oppenheimer desenvolveu a primeira bomba atômica, arma de destruição em massa que foi lançada sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945.

A verdade sobre o glitter

No entanto, de acordo com os produtores do vídeo, esse acontecimento nada tem a ver com a criação do glitter em si. Isso porque Ruschmann foi chamado para o projeto por conta de sua habilidade com cortes de precisão. O trabalho dele, conforme contou o filho, era pegar mica, que é um mineral que vem do solo, e moê-lo.

O processo se resumia a colocar o material em contato com hastes de plutônio e urânio, além de dinamite por cima, o que causaria a reação nuclear. Este procedimento gerou micropartículas cintilantes, que, inclusive, foi o primeiro glitter usado comercialmente nos Estados Unidos.

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Apesar da teoria que o glitter seria usado para a produção de bomba atômica cair por terra, outros palpites estão mais próximos da verdade. De acordo com o próprio site da Glitterex, empresa entrevistada pelo New York Times, o produto é usado em revestimentos de barcos, jets skis, motocicletas, banheiras de hidromassagem e capacetes de bicicleta.

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