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PROTESTO

Entradas da UFSC em Florianópolis amanhecem com barricadas e cartazes de "greve"

Estudantes fazem protestos contra cortes de verbas e se opõem ao "Future-se"

10/10/2019 - 07h39 - Atualizada em: 10/10/2019 - 09h45

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Redação
Por Redação DC
(Foto: )

Dois dos três acessos ao campus principal da UFSC, em Florianópolis, amanheceram com barricadas nesta quinta-feira (10). Pedaços de madeira e cartazes escritos "greve" impedem a passagem de carros pelas entradas no bairro Carvoeira e também a que dá acesso ao Centro Tecnológico (CTC). Apenas a passagem pela Rua Lauro Linhares estava liberada.

Desde o dia 10 de setembro, estudantes de vários cursos iniciaram uma paralisação. Eles protestam contra o corte de verbas do governo federal para as instituições de ensino superior e também se opõem ao programa Future-se, anunciado pelo Ministério da Educação, mas que ainda não foi colocado em prática.

A reportagem tentou contato com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), que tem organizado os protestos estudantis, mas a entidade não se manifestou até a última atualização deste texto.

Por volta das 8h, uma equipe foi deslocada até o local para remover as barricadas e liberar os acessos à UFSC.

Por volta das 9h, os acessos começaram a ser liberados
Por volta das 9h, os acessos começaram a ser liberados
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Enquanto o trabalho era realizado em um lado do campus, um grupo de estudantes decidiu bloquear a rotatória em frente à entrada pela Rua Lauro Linhares. Uma equipe da Polícia Militar foi deslocada ao local para auxiliar no desvio do tráfego.

O trânsito ficou complicado na região, que é uma das mais movimentadas do bairro Trindade, mas acabou liberado após alguns minutos.

Policiais militares acompanharam o protesto, que bloqueou rotatória na Trindade
Policiais militares acompanharam o protesto, que bloqueou rotatória na Trindade
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Greve mantida

Na sexta-feira (4), os estudantes fizeram uma nova assembleia para definir o rumo do movimento grevista. No encontro, eles decidiram manter a paralisação, pelo menos até o dia 17 de outubro, quando eles irão resolver se seguem com a greve.

Atualmente, o DCE não tem um balanço oficial de quantos cursos aderiram à paralisação. Na última contagem, eles estimavam que os alunos de 50 cursos estavam participando do movimento grevista.

Em função disso, a reitoria já iniciou um grupo de trabalho para definir como poderá repor as aulas. O objetivo é não penalizar as pessoas que aderiram ao movimento estudantil. Até esta quinta-feira, não tinha sido divulgada nenhuma alteração no calendário acadêmico.

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