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Equilíbrio marca decisão entre Brusque e Hercílio Luz pela Copa SC

Time do Vale do Itajaí tenta ficar entre os maiores da competição, enquanto equipe do Sul quer coroar o ano de seu centenário

18/11/2018 - 04h06

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Por Redação NSC
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Com campanhas idênticas, em que apenas o saldo de gols pesa a favor da equipe do Sul do Estado, Brusque e Hercílio Luz começam a decidir neste domingo o título da Copa Santa Catarina, com o jogo de volta marcado para a próxima semana. Na final mais equilibrada nos últimos tempos, os times buscam, além da glória, o bônus para a façanha: a vaga na Copa do Brasil

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Brusque: entre os maiores da Copinha

Um ano após perder a final da Copa Santa Catarina para o Tubarão, o Brusque volta a decidir a competição. Nos últimos 10 anos, essa é a quinta decisão da equipe treinada por Pingo. Conquistar o título terá diferentes significados, como se igualar ao Joinville como maior vencedor, com quatro taças, além de retornar à Copa do Brasil.

– O fator financeiro é determinante para o clube. Disputar a Copa do Brasil é importante justamente por isso. O valor que se recebe pela participação ajuda bastante ao longo da temporada. Em 2017, quase eliminamos o Corinthians e neste ano foi contra o Ceará. Queremos garantir essa vaga – disse o técnico Pingo.

Neste domingo, às 17h, o primeiro dos dois jogos da final será disputado no Estádio Valério Gomes Neto, em São João Batista. O Brusque está mandando as partidas na cidade vizinha por causa da reforma no gramado do Augusto Bauer.

– O gramado é melhor do que o Augusto Bauer. E isso é uma vantagem para o meu time, que trabalha com bola no chão e na troca de passes – justifica Pingo.

Quem costuma se dar bem com essa estratégia é o atacante Hélio Paraíba, responsável por concluir as jogadas com a bola no fundo da rede. Com seis gols, ele sonha também com a artilharia isolada da Copa SC. O atacante do Brusque está a dois gols de Conrado, do Hercílio Luz.

– A briga pela artilharia representa muito para mim. A minha posição se baseia em gols. Em primeiro lugar, penso no título. O que vale é a conquista. Se for possível conciliar a Copa SC com a artilharia, será muito bom. Respeito o outro lado, mas cada um que faça sua parte e que vença o melhor – falou Paraíba.

O goleador disputou o Catarinense pelo Brusque e logo em seguida foi emprestado para o Ypiranga-RS na Série C. De volta ao clube, foi integrado ao elenco na Copa SC e brilhou no primeiro jogo da semifinal contra o Figueirense ao marcar os três gols na vitória por 3 a 2.

– Vou dar meu máximo, pois sei que, se assim for, junto da minha equipe, tenho mais chance de marcar gol e buscar o título – afirmou.

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Hercílio Luz: título para coroar o centenário

Depois de terminar o Catarinense no oitavo lugar, nem o torcedor mais otimista poderia esperar um segundo semestre tão diferente para o Hercílio Luz. Com 100 dias de trabalho recém-completados no clube, o técnico Edson Vieira conseguiu montar um time competitivo, dono da melhor campanha na Copa SC. Neste domingo, às 17h, a equipe encara o Brusque no Estádio Valério Gomes Neto, em São João Batista, pelo primeiro jogo da final.

O Leão do Sul venceu 10 dos 12 jogos, com somente um empate e uma derrota. A campanha do adversário é semelhante, mas o que garantiu o jogo de volta em Tubarão foi o saldo de gols. O trabalho efetivo no setor ofensivo rendeu ao clube outro destaque, a artilharia do atacante Conrado, com oito gols. Feliz com o momento, ele espera fazer um bom jogo para, na semana que vem, comemorar o título junto do torcedor.

– Estamos trabalhando bastante, mas com os pés no chão. Sabemos que teremos muita dificuldade contra o Brusque, mas é ter tranquilidade no trabalho feito até aqui e continuar todo mundo remando na mesma direção – comentou o jogador.

Para a partida, o treinador vai com Martins no gol, já que o titular Tigre foi expulso na semifinal contra o Tubarão. A campanha surpreendente do Hercílio pode ser atribuída, além da fartura de gols, que chegam a 28, a uma defesa consistente, que sofreu apenas seis, e ao baixo volume de lesões.

– Foi muito difícil o começo, mas os jogadores vieram com fome de vitória, independente do salário. É um clube muito correto, honra seus compromissos, mas tudo muito pé no chão. O resultado veio no momento certo, o que casou com a vontade dos meninos de jogarem, aparecerem, e tem dado certo — analisou o treinador.

No ano do centenário, o Hercílio pode garantir um título e a vaga na Copa do Brasil do ano que vem. Do outro lado, o Brusque vem para a segunda final consecutiva, e também contra um time da cidade do Sul catarinense. No ano passado, o Tubarão levou a melhor.

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