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Buscas

Equipamento escaneia fundo do mar para auxiliar buscas aos pescadores em São Francisco do Sul

Imagens mostram dois dos cinco principais compartimentos do barco, mas nenhum sinal dos pescadores

06/09/2013 - 03h55

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Por Redação NSC
Equipamento reproduz em 3D tudo o que estiver no barco
Equipamento reproduz em 3D tudo o que estiver no barco
(Foto: )

As imagens feitas por um equipamento que escaneia o fundo do mar e reproduz em 3D tudo o que estiver nele amenizaram a angústia pela espera e deram novo ânimo aos bombeiros que trabalham nas buscas pelos cinco pescadores que estão desaparecidos desde a madrugada de quarta-feira no Litoral Norte.

Dos 17 homens que estavam na traineira Vô João G, de 28 metros de comprimento e quase sete metros de largura, 12 se salvaram num bote salva-vidas.

Enquanto dois grupos de mergulhadores se revezavam no local onde o barco está afundado, entre as ilhas Araras e dos Tamboretes, familiares dos pescadores faziam uma vigília no Corpo de Bombeiros de Balneário Barra do Sul. À medida que a noite chegava, a espera começava a ganhar contornos de desespero.

As imagens mostram dois dos cinco principais compartimentos do barco. Mas nenhum sinal dos pescadores.

- São pessoas que estão lá. Não podem deixar. Está muito demorado - dizia a dona de casa Maria Aparecida Peixoto, mulher de Rodnei Peixoto.

Ela e o filho cobravam empenho das equipes, especialmente de órgãos federais que têm embarcações e helicópteros.

Eles fazem parte de um grupo de familiares do pescador Rodnei Peixoto e Laureci Batista, que chegaram no começo da tarde a Balneário Barra do Sul para acompanhar de perto as buscas e vão ficar no município até uma resposta definitiva sobre o paradeiro dos parentes.

Dentro da unidade dos bombeiros, Fábio Laureano Ferreira também buscava informações sobre o parente Laureci Batista. De um lado para o outro, tentava filtrar e interpretar as informações que eram transmitidas a cada momento e mudavam tão rápido quanto o sentido do vento que dificultava as buscas.

Pelo menos duas equipes da Prefeitura de Balneário Barra do Sul, das secretarias de Pesca e Assistência Social, montaram um quartel-general para auxiliar nas buscas e ajudar as famílias.

Incansável, o chefe do departamento de pesca, Sérgio Dias, levava equipes a alto-mar e voltava com novas informações a cada momento. Ele foi a última pessoa a passar pela área onde o barco está afundado, quando as equipes de mergulho já haviam suspendido os trabalhos. Tocando na corda que sinaliza o local onde o barco está, a mais de 20 metros de profundidade, também esperava por respostas.

No fim da tarde, um a um os barcos e as equipes foram deixando a área com um sentimento que misturava mistério e esperança.

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