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Bolshoi grandioso

Escola do Teatro Bolshoi no Brasil exporta talentos para o mundo

Amanda Gomes foi uma das centenas de crianças que deixaram sua cidade atrás do sonho de brilhar nas sapatilhas de ponta

14/03/2015 - 04h07 - Atualizada em: 14/03/2015 - 06h38

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Por Redação NSC
Liza Orekova faz ensaio fotográfico com a bailarina Amanda Gomes
Liza Orekova faz ensaio fotográfico com a bailarina Amanda Gomes
(Foto: )

Kazan é uma cidade fundada em 1.005, localizada a cerca de 800 quilômetros de Moscou e na qual a temperatura deste fim de semana deve variar entre 4º e -1ºC. Em sua maioria, a população é formada por russos, tártaros, bachquírios e ucranianos.

No meio deles, dança uma brasileira: Amanda Gomes, 19 anos. Nascida em Goiânia, é bailarina do Ballet e Ópera de Kazan. Foi contratada no ano passado.

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Entre a Goiânia do nascimento e a Rússia dos sonhos, esteve em Joinville. Amanda foi uma das centenas de crianças que deixaram sua cidade atrás do sonho de brilhar nas sapatilhas de ponta. Atualmente, na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil há alunos vindos de 19 Estados e de cinco países da América do Sul.

- Estou dançando aqui na Rússia graças a tudo o que aprendi com cada professor do Bolshoi. Eu não poderia ter escolhido outro lugar para estudar, pois lá eu me senti realmente preparada para buscar novos trabalhos e desafios em qualquer parte do mundo - relata Amanda, que é a única americana a integrar a companhia.

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Hoje, ela dedica-se de segunda a sábado aos ensaios de grandes balés, com aulas que a fazem ficar na sede do Ballet de Kazan das 10 às 20 horas, dependendo do dia. Apesar das diferenças culturais e climáticas, a rotina não é tão diferente do que vivia no Bolshoi em época de espetáculos.

Amanda faz parte do grupo de 35 ex-alunos do Bolshoi Brasil que conquistaram vagas em companhias do exterior. Além do "país-irmão", a Rússia, onde também há quatro ex-alunos no Teatro Bolshoi de Moscou, há bailarinos em companhias dos Estados Unidos, Canadá e da Europa.

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