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Paralisação

Escolas de Florianópolis têm atendimento parcial nesta segunda-feira

Secretário municipal da educação diz que, diante do grande número de faltas, o dia de aula terá que ser recuperado

19/02/2018 - 08h55 - Atualizada em: 19/02/2018 - 11h50

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Por Redação NSC
Com a paralisação do transporte coletivo de Florianópolis, professores e alunos tiveram dificuldade para ir a escolas e creches
Com a paralisação do transporte coletivo de Florianópolis, professores e alunos tiveram dificuldade para ir a escolas e creches

Apesar de a Prefeitura de Florianópolis ter anunciado que o início das aulas ocorreriam normalmente nesta segunda-feira (19) mesmo com a paralisação do transporte coletivo, muitos alunos tiveram que voltar para casa. Professores e estudantes não conseguiram ir para as escolas e creches.

Terezinha Aparecida Pereira, 50 anos, foi às 8h levar a filha Gabrielly Pereira Silvério, 8, na escola Professor Anísio Teixeira, no bairro Costeira do Pirajubaé. No entanto, teve que voltar para casa e perder um dia de trabalho porque não havia professores na turma da filha.

— Eu sabia que não ia ter ônibus, mas a escola ia começar as aulas normalmente, pelo menos foi o que falaram. Agora vou perder um dia de trabalho porque não tenho com quem deixar ela, vou ter um dia descontado, o vale-transporte e o vale alimentação — diz Terezinha, que trabalha com limpeza.

Terezinha Aparecida Pereira perdeu um dia de trabalho pela escola da filha Gabrielly Pereira Silvério não ter professores
Terezinha Aparecida Pereira perdeu um dia de trabalho pela escola da filha Gabrielly Pereira Silvério não ter professores
(Foto: )

Na creche Hassis, também na Costeira, a maioria dos alunos teve que voltar para casa por falta de professores e merendeiras. A aposentada Eunice Izauro Martins, 58, levou o neto de cinco anos para o primeiro dia de aula, mas não pôde deixá-lo na unidade.

— A professora confirmou na sexta-feira que eu podia trazer ele, que tava ansioso pra voltar e encontrar os amigos. Mas cheguei aqui hoje e a professora tá na sala, mas não tem merendeira, não terá lanche nem almoço para as crianças, então não vou deixar ele — conta a aposentada.

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Na escola Herondina Medeiros Zeferino, nos Ingleses, o início das aulas foi normal no período da manhã, segundo o diretor da unidade, Willian Marques Pauli. De acordo com ele, os professores se planejaram e conseguiram ir até a unidade mesmo com a paralisação dos ônibus. Porém, não haverá aula a tarde, pois os professores aderiram à greve do sindicato (dos trabalhadores municipais), e vão participar da assembleia marcada para às 13h, na Praça da Fraternidade.

Lisiane da Conceição, de 32 anos, não pôde levar a filha Julia da Conceição Duarte, 6, para a escola nesta segunda-feira e terá que deixá-la com o sogro.

— É complicado, hoje ela não vai poder vir para a escola, ainda bem que meu sogro está em casa, se não tivesse ele, eu ia ter que me virar.

A escola estadual Júlio da Costa Neves, na Costeira, dos 300 alunos do ensino fundamental que deveriam ter ido no período matutino, apenas 30 a 40 compareceram as aulas.

Escola da Costeira do Pirajubaé com 300 alunos teve apenas cerca de 30 a 40 comparecimentos na manhã desta segunda
Escola da Costeira do Pirajubaé com 300 alunos teve apenas cerca de 30 a 40 comparecimentos na manhã desta segunda
(Foto: )

O secretário de Educação de Florianópolis, Maurício Fernandes Pereira, informa que o início das aulas estava mantido para esta segunda porque a Prefeitura não podia adiar o calendário letivo em função da paralisação. No entanto, diante do grande número de faltas, o dia de aula terá que ser recuperado.

— Sabemos que a quantidade de professores e de alunos que dependem do transporte público é grande, mas cada unidade foi orientada para se adequar e atender os alunos. Não podíamos, enquanto órgão público, suspender as aulas por causa de paralisação — argumenta o secretário.

A secretaria de Educação fez um levantamento na tarde desta segunda para saber quais escolas tiveram o atendimento prejudicado em função da paralisação do transporte público e dos servidores. Segundo a assessoria de comunicação, pelo menos 20 unidades de ensino não tiveram aula nesta segunda ou tiveram aula apenas no período da manhã. Em torno de 14 atenderam parcialmente e oito tiveram aula normal. A secretaria ainda está verificando a situação de outras escolas e creches.

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