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Literatura

Escritor de Joinville publicou 42 mil exemplares nos últimos sete anos 

Valério Mattos dedica a vida à literatura infantil e às apresentações nas escolas para divulgar as artes e a inclusão

13/06/2019 - 16h06 - Atualizada em: 14/06/2019 - 06h01

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Cláudia
Por Cláudia Morriesen
foto mostra homem sentado em cadeira de rodas segurando um fantoche em formato de menino e cinco livros, ele está sorrindo para a câmera no meio do pavilhão onde ocorre a feira do livro de joinville
Artista plástico por formação, ele foi educador e começou a criar histórias para os alunos
(Foto: )

Há cerca de cinco anos, Valério Mattos participa da Feira do Livro de Joinville quase diariamente. É o momento do ano em que ele, por dez dias, “vira” vendedor. A função não parece ter relação com a de escritor e ilustrador, mas é o que garante que Valério viva da arte nos outros 355 dias. Artista plástico por formação e professor aposentado depois que um problema de saúde que começou a limitar os movimentos das pernas, ele publicou cinco livros infantis nos últimos sete anos, além de edições em inglês e espanhol do título de maior sucesso, e já possui uma tiragem de 42 mil exemplares.

— Trabalhei na biblioteca pública durante um tempo e ficava olhando as ilustrações dos livros, pensando que poderia fazer aquele tipo de trabalho também. Mas não sabia que podia ser escritor em Joinville até que o Jura Arruda lançou o "Fritz", e o Marinaldo Silva e Silva me convidou para ilustrar um livro dele — conta Valério.

O primeiro livro, publicado com recursos do Simdec, nasceu a partir de uma história que ele contava em sala de aula para os alunos: em" O Mundo Mágico das Cores", ele ensina sobre o círculo cromático de forma lúdica. A experiência como professor de artes foi aproveitada nos quatro livros que vieram depois e nas contações de histórias nas escolas (junto com o fantoche Chimbica, protagonista de dois de seus livros) que garantem as vendas durante o ano.

— Este ano, estou indo em pelo menos uma escola por semana para conversar com as crianças e fazer apresentações, mas já cheguei a ter temporadas de três visitas por semana. Devo muito isso à Feira do Livro, porque foi a partir da minha primeira participação no evento que comecei a fazer contato com as escolas — afirma ele.

Leia também: Feira do Livro tem cerca de 40 escritores de Joinville na programação Diante desta demanda, as edições que eram feitas sempre com recursos de editais começaram a ser feitas de forma independente. Ele calcula que já investiu pelo menos R$ 10 mil na publicação de mais exemplares de "O Mundo Mágico das Cores".

— Os editais garantem as publicações e, com isso, as apresentações nas escolas. É um ciclo. No ano passado, fui contemplado em um programa do [extinto] Ministério da Cultura e 14 escolas receberam doações de livros e apresentações de contação de histórias — analisa.

Confira a programação completa da Feira do Livro de Joinville

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