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Comportamento

Especialistas orientam para os perigos do narguilé

IBGE estima que cerca de 300 mil pessoas sejam adeptas ao hábito no Brasil

17/04/2014 - 05h12 - Atualizada em: 17/04/2014 - 05h19

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Por Redação NSC
Uma sessão de narguilé equivale a fumar 100 cigarros
Uma sessão de narguilé equivale a fumar 100 cigarros
(Foto: )

Narguilé, narguila, arguile ou shisha. Você pode chamar do jeito que preferir. O que não dá para questionar é o crescimento dessa cultura oriental entre os blumenauenses e os males comprovados do uso à saúde do ser humano. Uma sessão de narguilé, que pode durar de 20 minutos a mais de uma hora, é o mesmo que a fumar de 100 cigarros. Mesmo assim, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que cerca de 300 mil pessoas sejam adeptas ao hábito no Brasil. A preocupação chegou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estuda proibir, mas prorrogou até agosto a autorização da venda de fumos saborizados no país.

Basta uma caminhada no Parque Ramiro Ruediger, domingo à tarde, para se deparar com um grupo de adolescentes compartilhando da mesma piteira. Entre um assunto e outro, a piteira passava lentamente de boca em boca. Os médicos alertam também para o perigo de doenças infectocontagiosas:

_ Pode resultar na transmissão de herpes, hepatite C e até tuberculose _ alerta o diretor-técnico do Hospital Dia do Pulmão, Mauro Sérgio Kreibich.

A moda do narguilé também se reflete no comércio. Em Blumenau existem atualmente 23 tabacarias especializadas; destas, sete foram abertas em 2013, dados que comprovam o aumento do ramo no município. Segundo a Praça do Cidadão, é possível que o número seja ainda maior, porque há venda de narguilé em estabelecimentos de segmentos diversificados. Assim como o chimarrão para os gaúchos e o chá de coca para os povos andinos, o narguilé deixou de ser exclusividade dos habitantes dos países do Oriente Médio e da África.

>>> Mistura de narguilé com maconha preocupa Comen

O comércio acompanha a mudança de comportamento. Há tabacarias especializadas que revendem fumos e aparelhos nacionais e importados a preços que cabem no bolso de qualquer consumidor. Mas o que, de fato, fez com que esse ato peculiar caísse nas graças da população blumenauense? O fator social que o acompanha pode ser uma das respostas.

_ Montar uma shisha reúne os amigos - explica o serralheiro adepto do hábito, Wesller Bernardes, de 20 anos.

O jovem conta que fuma e há cerca de quatro anos sempre com amigos em festas e as pessoas levam o narguilé. Desde então, começou a investir no hábito, mas reserva apenas alguns dias da semana para fumar.

_ Hoje em dia, festa que não tem shisha, não é festa - diz o jovem.

Por mês, ele estima gastar com o hábito cerca de R$ 300.

(Colaborou Willian Martins)

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