O espetáculo “Percursos: o último voo de um menino”, do Poeira Grupo de Teatro, vai se apresentar em escolas públicas e espaços culturais em Criciúma, Joinville, Joaçaba e Lages de forma gratuita. Formado por artistas negros de Florianópolis, o grupo foi contemplado pela segunda vez no Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura. A próxima apresentação acontece nesta segunda-feira, 27 de maio, em Criciúma.

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Após a apresentação em Criciúma, que será na Escola Básica Vilson Lalau, o grupo se apresenta em Joaçaba, no dia 3 de junho, na Escola Básica Governador Celso Ramos. Já no dia 7 de junho, eles vão ao Centro Cultural e Esportivo (CEU), em Lages.

O circuito já passou pela Escola Básica Yolanda Larindo Ardigó, em Itajaí, e pelo Centro Cultural e Esportivo (CEU), em Palhoça.

O espetáculo aborda questões étnico-raciais, violência policial e a vivência de crianças negras em Santa Catarina, por meio de canções autorais dos próprios atores: Gabriel Rosa, Luan Renato Telles e Natan Severino.

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“Percursos: o último voo de um menino” conta a história de um menino negro morador de um dos morros de Florianópolis (Foto: Trindadead, Divulgação)

Após as apresentações, os atores promovem uma roda de conversa com os alunos, mediada por um agente cultural local. Todos os mediadores são pessoas negras.

— Nas rodas de conversa que nós promovemos após o espetáculo surgem vários assuntos porque as crianças se envolvem bastante, mas a gente busca mediar a discussão para falar sobre como é ser criança negra em Santa Catarina — explica o ator Luan Renato Telles.

O Menino Sem Nome da Silva e a pipa mágica

A peça “Percursos: o último voo de um menino” conta a história de um menino negro que mora em um dos morros de Florianópolis. O personagem “Menino Sem Nome da Silva” conta com uma pipa mágica para executar uma tarefa indicada pela mãe: levar uma bolsa até a casa da sua avó, em outro morro da cidade.

No meio do caminho, porém, ele se perde, desce o morro e acaba se deparando com situações associadas ao racismo estrutural. A experiência vivida pelo menino o faz questionar sobre o seu lugar no mundo e o desperta para o auto reconhecimento enquanto pessoa negra.

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O personagem é vivido pelos atores Gabriel Rosa, Luan Renato Telles e Natan Severino. As canções autorais “Nas Alturas”, “Vigie”, “Pega o Menino” e “No Dia de Jorge” foram compostas para completar a dramaturgia da peça.

As músicas despertaram o interesse de produtores culturais e se tornaram um espetáculo à parte. No formato de pocket show, o espetáculo musical “Canções Para Ninar Infâncias Pretas” já foi apresentado em vários espaços culturais de Florianópolis.

*Sob supervisão de Andréa da Luz

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