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Em negociação

Estado deve repassar R$ 2 milhões ao Hospital São José, de Criciúma, que continua paralisado

Administração da unidade hospitalar diz que não tem condições de manter os atendimentos via SUS até que as contas sejam pagas

02/12/2016 - 08h42 - Atualizada em: 02/12/2016 - 08h44

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Por Redação NSC

(Foto: )

Com os atendimentos via SUS paralisados desde 23 de novembro, o Hospital São José, de Criciúma, continua na busca por repasses para quitar as dívidas do hospital. Na tarde desta quinta, representantes da direção do hospital, prefeitura de Criciúma e secretaria estadual de saúde se reuniram na sede da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC) para discutir as contas em aberto. Ficou acertado que, até segunda-feira, o Estado irá repassar R$ 2 milhões para o hospital.

Os deputados estaduais da bancada Sul também participaram do encontro. O valor a ser repassado diz respeito aos últimos dois trimestres dos atendimentos da oncologia. O secretário de Saúde do Estado, João Paulo Kleinubing, afirma que há uma diferença de avaliação entre as partes, e afirma que já foram pagos além do teto R$ 33 milhões, mais R$ 15 milhões de sequestros judiciais, sendo que o valor devido é de 49 milhões.

— Para avançar precisamos fazer um encontro de contas mais amplo — resumiu Kleinubing.

Mesmo com o repasse, ainda não há confirmação por parte do hospital de que a paralisação chegará ao final, pois eles ainda têm mais valores a receber. Para o advogado do Hospital São José, Paulo Henrique Góes, o hospital emitiu notas fiscais de dezembro de 2015 até o momento, sendo devido R$ 9 milhões.

Somente os pacientes já internados, ou que fazem quimioterapia, radioterapia e hemodiálise, ainda recebem atendimento, além dos casos de urgência e emergência. Segundo a direção, a unidade hospitalar tem R$25 milhões a receber de procedimentos realizados vai Sistema único de Saúde (SUS). Com a paralisação do São José, segundo maior em número de atendimentos pelo SUS em Santa Catarina, a orientação é que a população procure as unidades de saúde dos bairros, o Pronto Atendimento 24h da Próspera ou os hospitais da região.

Confira a nota de esclarecimento do hospital:

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