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De Campo Erê para os States

Estudante aprovado em 8 universidades vai estudar Jornalismo em Indiana, EUA

Após passar na seleção, Willian Mallmann arrecada dinheiro para se manter fora do país

30/07/2014 - 20h25 - Atualizada em: 31/07/2014 - 06h40

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Por Redação NSC
Para ser aprovado, catarinense aprendeu inglês, fez trabalho voluntário e estudou muito
Para ser aprovado, catarinense aprendeu inglês, fez trabalho voluntário e estudou muito
(Foto: )

Aos 17 anos, Willian Mallmann transformou o sonho que tinha desde os nove em realidade. No dia 18 de agosto ele começa a cursar Jornalismo na Universidade de Evansville, no Estado de Indiana, nos Estados Unidos.

No início nem os pais acreditaram muito na ideia do filho de estudar em outro país. Afinal, para um aluno de escola pública no interior de Santa Catarina parecia uma missão impossível tentar uma vaga numa faculdade norte-americana.

- Algumas pessoas até riam na minha cara - conta o jovem.

>> Estudante pede ajuda para pagar as altas mensalidades

>> "Estou lançando um site para ajudar jovens"

Mallmann foi atrás de informações, se preparou e foi aprovado em oito universidades dos EUA. Pesaram projetos voluntários para aprimorar o inglês e de dança, desenvolvidos na Escola de Educação Básica Raul Pompeia, em Campo Erê, onde estudou da quinta série até concluir o ensino médio técnico em Suporte e Manutenção em Informática.

Também tinha no currículo um segundo lugar na Olimpíada Brasileira de Robótica, em 2013, e a participação no projeto Repórter na Escola, do Instituto Parati. Ainda no ano passado, ele esteve no Programa Jovens Embaixadores, iniciativa da embaixada americana que todos os anos leva 35 brasileiros para um intercâmbio nos EUA. Foi assim que ele conseguiu fazer as provas de seleção na Fundação Estudar.

Depois de aprovado, conseguiu bolsa na universidade escolhida e iniciou uma campanha de arrecadação na internet para conseguir se manter no exterior enquanto cursa Jornalismo.

Antes de embarcar para os EUA, o filho da conselheira tutelar Geni Fátima Mallmann e do motorista Nilton Luiz Mallmann ainda se dedica a outro projeto, criar um site para ajudar jovens que têm o mesmo sonho: estudar em uma das melhores universidades do mundo.

Inglês, voluntariado e boas notas são essenciais

O projeto Estudar Fora, que ajudou Willian a entrar nas universidades norte-americanas é um trabalho desenvolvido pela Fundação Estudar, criada há 23 anos.

- Nosso objetivo é apoiar jovens interessados em estudar nas melhores universidades do mundo e, infelizmente, no ranking das melhores não há nenhuma instituição brasileira - diz a gerente de Educação da fundação, Renata Moraes.

Ela afirma que a Fundação oferece cursos online de preparação para buscar vagas em qualquer país, mas que o foco principal no momento é voltado para os Estados Unidos. Depois dessa escolha, a Estudar oferece consultoria para todo o processo de preparação até a aprovação nas universidades estrangeiras através do programa Personal Prep Scholars.

Ele pode ser feito por qualquer pessoa, na versão paga, mas há bolsas de estudos para alunos com alto potencial que se inscrevem no processo seletivo. No último ano foram mais de mil inscritos para cerca de cem bolsas, sendo 75 para graduação e 25 para pós-graduação.

- Nós antecipamos a seleção dos alunos com potencial de alto rendimento com base no perfil buscado pelas universidades - explicou Renata.

Gerente orienta estudantes a fazer poupança

A gerente ainda informou que alguns dos critérios básicos para conseguir a bolsa são a fluência no inglês e o rendimento escolar de alto nível.

-Não adianta ser inteligente e preguiçoso -enfatizou a gerente da Fundação.

A participação em atividades esportivas, culturais e envolvimento em projetos de voluntariado também contam ponto.

Quem tiver nível de excelência num esporte ou aptidão artística tem vantagem na busca por bolsas. Há opções por necessidade econômica e por mérito, mas elas são muito concorridas.

-Às vezes os alunos optam por uma instituição inferior, pois não têm como pagar as mensalidades. Por isso, é bom fazer uma poupança desde cedo para buscar o sonho de estudar no exterior -enfatiza a gerente da Fundação.

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