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Opinião

Estudantes contrários à greve denunciam coação na UFSC 

Alunos do curso de medicina decidiram por não aderir à greve estudantil

11/09/2019 - 18h46 - Atualizada em: 13/09/2019 - 06h50

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Renato
Por Renato Igor
A votação que definiu a greve geral foi feita apenas por estudantes, com cédulas que os alunos receberam no início da assembleia
A votação que definiu a greve geral foi feita apenas por estudantes, com cédulas que os alunos receberam no início da assembleia
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A assembleia dos estudantes do curso de medicina da UFSC foi parar na Polícia Civil. Estudantes denunciam que foram coagidos por alunos do departamento de ciências humanas que entraram na sala no momento em que estava ocorrendo a contagem dos votos. Os estudantes de medicina optaram por não aderir à greve. Vídeos que circularam em grupos de WhatsApp confirmam o momento em que, na segunda-feira, alunos de outros cursos interrompem a contagem de votos para criticar a decisão de não aderir à greve. Eles reclamam que um estudante negro havia pedido a palavra e não foi ouvido. Os alunos presentes na assembleia, entretanto, apontam que o rito de inscrição não foi respeitado. Um aluno do curso de medicina que não aderiu à greve denuncia que o pneu do seu carro foi furado criminosamente na garagem onde mora perto da universidade. O caso foi registrado na Polícia Civil. O Conselho Regional de Medicina está preocupado e já foi procurado pelos alunos. Estudantes da última fase temem não conseguir se formar no final do ano

"É preocupante que os estudantes que decidiram por estudar e seguir suas atividades normalmente sejam ameaçados com atos como estes que aconteceram"- afirma o formando em medicina Plínio Oliveira Filho.

É evidente que ninguém vai defender corte de verbas em educação num país tão carente nessa área. Mas o fato é que o dinheiro acabou e ele não nasce em árvore. Acabou, também, pelo desastre de uma política econômica de gestões passadas apoiadas pelos mesmos estudantes que hoje fazem greve.

A notícia boa foi trazida pelo presidente em exercício Hamilton Mourão. O governo vai liberar na segunda quinzena deste mês R$ 20 bilhões em recursos orçamentários dos ministérios que estão contingenciados. A arrecadação cresceu.

LIBERDADE

Nessa greve, quem quer estudar vai conseguir? Ou serão coagidos? Os professores terão liberdade e segurança para trabalhar ou vão aderir de forma ”solidária” aos grevistas. É obrigação da reitoria garantir o direito de quem quer estudar e cobrar a frequência em sala de aula de alunos e professores.

Os mesmos que afirmam que a “democracia está ameaçada” não suportam conviver com quem pensa diferente. Ao contrário do que pensam, não existe monopólio da virtude e do altruísmo social.

O triste cenário da UFSC hoje é de alunos em greve; os que querem estudar são coagidos, e o reitor está de férias com a família na Europa.

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