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Educação

Estudantes e sindicatos da UFFS em Chapecó fazem ato pedindo renúncia de novo reitor

Professor Marcelo Recktenvald foi terceiro colocado em consulta pública e tomou posse na quarta-feira

05/09/2019 - 15h05 - Atualizada em: 05/09/2019 - 19h28

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Darci
Por Darci Debona
Protesto contra posse do novo reitor da UFFS
Estudantes foram até o aeroporto de Chapecó pedir renúncia do reitor
(Foto: )

Estudantes e sindicatos dos professores e servidores da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Chapecó, realizaram atos nesta quinta-feira (5) pedindo a renúncia do professor Marcelo Recktenvald, que tomou posse como reitor na quarta-feira, em Brasília, como novo gestor da instituição.

Pela manhã ocorreu uma ato no prédio da reitoria, no centro da cidade, que está ocupado por estudantes desde a sexta-feira passada. No início da tarde um grupo foi até o aeroporto Serafim Enoss Bertaso recepcionar o reitor com faixas de cantos de protesto.

Os manifestantes querem que seja empossada a chapa que recebe mais votos na consulta pública realizada no primeiro semestre.

O professor Anderson Ribeiro e a vice Lísia Regina Ferreira receberam 27,1 % dos votos no primeiro turno e 54,1% em segundo turno. A chapa de Antônio Inácio Andrioli e Adriana Luzardo fez 33,5% no primeiro turno e 45,9% no segundo turno. A Chapa de Marcelo Recttenvald e Gilmael Perin obteve 21,4% dos votos em primeiro turno.

As três chapas formaram a lista tríplice que foi encaminhada para apreciação do presidente Jair Bolsonaro, que optou por escolher o terceiro colocado, que teria uma afinidade maior com as propostas do Ministério da Educação, como o programa Future-se.

O Sindicato dos Docentes da UFFS (Sinduffs) analisa um pedido de destituição do reitor. Segundo o professor Vicente Ribeiro a categoria quer que seja respeitada a vontade da comunidade universitária e que seja escolhida a chapa que recebeu mais votos na consulta pública.

O Sindicato dos Técnicos Administrativos em Educação da UFFS também defende o respeito ao resultado do processo de consulta pública.

Os estudantes da UFFS divulgaram uma nota, denominada “Carta ao Interventor”, onde afirma que esperam a renúncia do novo reitor. Recktenvald afirmou em entrevista antes da posse que iria conversar com os alunos e explicar que sua nomeação tem legitimidade, pois fazia parte de uma lista em que qualquer um dos três escolhidos estavam aptos ao cargo.

Mas na chegada ao aeroporto saiu sem atender os manifestantes, sob proteção da Polícia Militar.

Faixas de protesto na reitoria da UFFS
Reitoria da UFFS está ocupada desde sexta-feira passada
(Foto: )

Confira a nota dos alunos:

“CARTA ABERTA AO INTERVENTOR

O movimento de ocupação da reitoria da Universidade Federal da Fronteira Sul, mobilizada em Chapecó e conectada com outros campi e cidades da instituição, estabelece por meio desse documento uma posição de ação em relação ao não-reitor, Marcelo Recktenvald, nomeado arbitrariamente para o referido cargo sem ter a legitimidade dos votos da consulta feita aos quatro segmentos da comunidade acadêmica: estudantes, professores, funcionários técnicos administrativos em educação e, principalmente, a comunidade regional.

Deste modo, viemos por meio deste documento, esclarecer e expor algumas posições defendidas e deliberadas em assembleia geral da ocupação, visto que as decisões do movimento são tomadas em conjunto e de forma democrática.

1. Não reconhecemos essa nomeação, Marcelo-Interventor não é o reitor legítimo dessa Instituição. A sua nomeação arbitrária surgiu a partir do alinhamento com a política de desmonte do sistema de ensino público, sendo contra os resultados da consulta prévia feita em maio de 2019, nos seis campi da UFFS, na qual resultou na sua terceira posição na lista tríplice com menos de 21% dos votos e apenas quatro votos dos 49 no CONSUNI (Conselho Universitário).

2. O cronograma de atividades da ocupação continua normalmente, assim como o funcionamento dos serviços do prédio ocupado.

3. O interventor diz na mídia que pretende conversar, salientamos que o movimento de ocupação é pacífico e sempre esteve aberto ao diálogo, aguardamos o interventor com a sua carta de renúncia e de sua equipe. Assembleia geral dos ocupantes.”

Leia também: Centros acadêmicos de 15 cursos da UFSC anunciam greve, e outros 30 discutem adesão

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