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    PEC 241

    Estudantes iniciam ocupação do prédio da reitoria do IFC, em Blumenau

    Objetivo do movimento é estender ação para escolas da rede pública

    10/11/2016 - 14h16 - Atualizada em: 10/11/2016 - 14h29

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    Por Redação NSC
    Gabriel espera desenrolar a ocupação para as escolas da rede pública.
    Gabriel espera desenrolar a ocupação para as escolas da rede pública.
    (Foto: )

    Um grupo de estudantes do Instituto Federal Catarinense (IFC) de Camboriú desembarcou em Blumenau nesta quarta-feira para iniciar a ocupação da reitoria da entidade na cidade. A expectativa dos integrantes do movimento é de que outros alunos cheguem dos 15 campi da instituição em Santa Catarina entre esta quinta e sexta-feira para dar corpo à mobilização. Hospedados em uma das salas do prédio que concentra a administração do instituto, na Rua das Missões, 10 jovens fazem parte do primeiro grupo que quer desenrolar o movimento em Blumenau.

    A ocupação - que no Vale do Itajaí ocorre ainda na cidade de Rio do Sul - tem como objetivo, segundo Gabriel Moura Brasil, 24 anos, porta-voz dos estudantes, mostrar a indignação contra a MP do Ensino Médio e a PEC do Teto. Ele evitou fazer uma projeção de quantas pessoas devem participar do movimento que não tem data para acabar.

    - A ocupação da reitoria é estratégica e começamos a fazer essa articulação para conseguir angariar um movimento maior de estudantes em suas respectivas escolas - disse Gabriel, que afirma ainda que a conversa com a reitoria do IFC é pacífica, sem qualquer tipo de problema.

    A ideia é confirmar a ocupação do campus do IFC da BR-470, no Badenfurt, ainda nesta quinta-feira. A partir daí o objetivo é estender a mobilização para as escolas da rede pública de ensino de Blumenau:

    - A partir do momento que o pessoal chega, a gente começa a definir como será a estrutura da ocupação. Tudo é definido em assembleias, o movimento é horizontal, então todo mundo tem voz, discute e tem poder de voto.

    O movimento de ocupação de escolas já chegou a mais de mil colégios em todo país e teve como estopim a PEC 241 (que no Senado Federal chegou como PEC 55), que cria um teto para os gastos públicos, para evitar que as despesas cresçam acima do nível da inflação a partir do ano que vem. O movimento entende como um retrocesso que congelará os investimentos na educação, que a partir de 2018 terá a sua despesa corrigida pela inflação, assim como os demais setores.

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