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    Estudo mapeia infecções respiratórias mais frequentes em prematuros

    A pesquisa Brazilian Respiratory Virus Study concluiu que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o mais agressivo.

    21/11/2014 - 17h19

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    Por Redação NSC
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    Um estudo realizado no Brasil durante mais de um ano identificou quais vírus são responsáveis pelas infecções do trato respiratório inferior de bebês prematuros. A pesquisa Brazilian Respiratory Virus Study concluiu que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o mais agressivo.

    O VSR é a causa mais frequente de infecções respiratórias do trato inferior de bebês prematuros, nascidos com ou abaixo de 35 semanas de gestação e responsável por cerca de 66,7% dos casos de hospitalização. Ele também é duas vezes mais comum que o rinovírus em episódios de infecções respiratórias graves.

    Contato físico entre mãe e bebê prematuro tem efeitos positivos até dez anos depois

    - É importante olhar para este vírus. Nosso estudo sublinha a necessidade de desenvolvermos vacinas melhores e remédios mais eficientes para controlar a infecção por este vírus - diz o médico e um dos coordenadores do estudo, Marcus Jones.

    Infecções respiratórias em bebês prematuros | Create Infographics

    O estudo foi publicado na edição de outubro do Pediatrics Infectious Disease Journal e apresentado em simpósio, durante o Congresso Brasileiro de Perinatologia, que ocorre até 22 de novembro, em Brasília.

    Durante um ano, 303 bebês nascidos com ou abaixo de 35 semanas de gestação, em três centros de pesquisa (Porto Alegre, Curitiba e Ribeirão Preto), tiveram a incidência do VSR em infecções respiratórias graves mapeada.

    Além deste, foram identificados cerca de oito outros vírus respiratórios associados com maior frequência às infecções respiratórias e a infecções graves. Entre os quatro vírus mais associados a quadros graves, o VSR foi o mais frequente. O segundo foi o rinovírus.

    - O VSR é o vírus mais malvado para o prematuro - avalia o especialista.

    A infecção pelo VSR ocorreu em todos os meses durante o desenvolvimento do estudo, encerrado em 2010. O maior pico foi registrado de abril a julho, meses tradicionalmente considerados como "de alta estação do VSR", nas regiões Sul e Sudeste, esclarece o especialista.

    O VSR tem caráter sazonal e geralmente circula no outono e no inverno em países de estações bem definidas, apesar de não estar relacionado a baixas temperaturas. Para crianças acima de dois anos ou adultos saudáveis, a infecção por VSR pode ser confundida com um resfriado.

    Bronquiolite e pneumonia são as suas formas de apresentação mais frequentes. A longo prazo, uma das consequências mais comuns é o chiado recorrente no peito, que pode perdurar até a adolescência. Não há tratamento específico para a infecção por VSR.

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