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Infraestrutura

Etapa mais importante da reforma da Ponte Hercílio Luz é adiada para os dias 11 e 12 de fevereiro

A transferência de carga era prevista para 31 de janeiro

23/01/2017 - 14h13 - Atualizada em: 23/01/2017 - 14h24

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Por Redação NSC
Estrutura está fechada para o trânsito de veículos desde 1982
Estrutura está fechada para o trânsito de veículos desde 1982
(Foto: )

A primeira parte da transferência de carga do vão central Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, quando a estrutura deixará de ser sustentada pelas barras e se apoiará nas bases provisórias instaladas sob o mar, foi transferida para os dias 11 e 12 de fevereiro, sábado e domingo. Antes os engenheiros haviam marcado o serviço para a madrugada de 31 de janeiro.

Na próxima sexta-feira haverá uma reunião para definir toda a organização do plano de contingência. Alguns moradores devem ser orientados a deixar suas residências durante a realização da transferência de carga, que está marcada para ser entre as 23h do sábado e as 7h do domingo (11 e 12 de fevereiro). Um dos motivos da mudança de data é que antes o serviço seria de uma segunda para uma terça-feira. Como o trânsito na Beira-Mar Norte e na Beira-Mar Continental ficará fechado durante as oito horas, o impacto na terça-feira de manhã seria maior do que no domingo de manhã.

Essa etapa é considerada a mais importante da reforma da ponte. Isso porque os técnicos vão tirar o peso da estrutura das barras que a sustentam. Por conta dos riscos que o momento terá, as Defesas Civis do Estado e do município, além das forças de segurança, vão organizar o plano de contingência em caso de queda do vão central, o que segundo os projetistas não ocorrerá. Mesmo assim, devido a complexidade da reforma, os envolvidos chegaram ao consenso de que precisa ser feita o esquema de prevenção.

Nessa primeira parte da transferência de carga, 26 macacos hidráulicos vão erguer 10 centímetros do vão central para a instalação de torres nos cabos de sustentação aéreos. Entre maio e junho deste ano, os operários vão levantar os outros 80% das 4,4 mil toneladas da ponte. A partir disso é que as barras de olhal e outras peças aéreas vão ser substituídas.

A previsão é que em outubro o vão central seja rebaixado novamente. O cronograma prevê o fim das obras em outubro de 2018. Os engenheiros do Deinfra, no entanto, querem liberar o trânsito antes da conclusão dos serviços, pois eles entendem que as gruas e as bases instaladas sob o mar podem ser retiradas com o fluxo liberado.

Teste avaliará fechamento de uma pista na Beira-Mar

Nos próximos dois meses os operários vão atuar também em outra frente da reforma da ponte. O cronograma prevê a recuperação das torres instaladas no Continente e na Ilha. Para que a obra seja feita nos dois lados, o Deinfra precisa fechar uma das três pistas da Beira-Mar no lado Continental e Insular.

O impacto maior, obviamente, deve ser no lado da Ilha. Por isso, o município e o Estado vão fazer um teste no dia 31 de janeiro, a partir da 0h. Eles vão fechar 100 metros de uma das pistas da Beira-Mar Norte no sentido Centro/Norte da Ilha. O fechamento será testado durante todo o dia. Caso não ocorram filas e o impacto seja pequeno, a prefeitura deve liberar o serviço. Nos últimos dias, o prefeito Gean Loureiro (PMDB) disse que só aceitaria o serviço se fosse apresentado um estudo de viabilidade do trânsito.

Como alerta para os motoristas, serão colocadas placas de sinalização nos trechos próximos, inclusive no viaduto que dá acesso à Beira-Mar Norte de quem vem do Sul da Ilha ou do Continente. O fechamento da pista se dá para a colocação do equipamento e a liberação de um espaço para a passagem de pedestres naquele ponto.

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