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    Experiência internacional: como se preparar para o intercâmbio no pós-pandemia  

    Período de estudos no exterior enriquece o currículo, prepara para a vida e para o mercado de trabalho 

    13/10/2020 - 14h07 - Atualizada em: 13/10/2020 - 14h11

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    Estúdio
    Por Estúdio NSC
    Experiência internacional: como se preparar para o intercâmbio no pós-pandemia
    (Foto: )

    Fazer um intercâmbio durante a universidade pode ser uma experiência enriquecedora e única na vida de um estudante. Tanto no âmbito profissional quanto no pessoal, um intercâmbio agrega conhecimentos técnicos, linguísticos e socioemocionais. Afinal, a vivência permite descobrir como os profissionais da sua área estão atuando internacionalmente, desenvolve a capacidade de falar um idioma estrangeiro e a ensina a lidar com as mais diversas situações diante de uma cultura diferente.

    A estudante do curso de Direito da Unisul, Eduarda de Oliveira Cardoso, realizou o sonho de fazer um intercâmbio neste ano, quando foi para Toronto, no Canadá, para estudar inglês. - Meu intercâmbio foi muito bom, tive experiências incríveis. Eu morei em república, então conheci gente do mundo todo e consegui não só aprender o inglês, mas também outras línguas — conta Eduarda.

    A estudante viveu o começo da pandemia do novo coronavírus quando estava no intercâmbio e conta que por pouco não teve sua experiência adiada.

    Ao expor os alunos às mais diversas experiências, o intercâmbio proporciona a possibilidade deles serem transformados em cidadãos globais. Eduarda conta que, após passar a pandemia, pretende fazer outro intercâmbio.

    — Vale a pena investir em algo que vai estar sempre na sua memória e o conhecimento que eu adquiri lá ninguém tira de mim — afirma a estudante.

    Segundo a última pesquisa sobre o mercado brasileiro de educação internacional, divulgada pela Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio, em 2019, houve um crescimento de 5,86% na procura de viagens de estudo ao exterior, passando de 364.400 viajantes de 2018 para 386.000 em 2019.

    A pesquisa ainda mostra que, no ano passado, o destino mais procurado pelos intercambistas foi o Canadá, seguido por Estados Unidos, Irlanda e Reino Unido. Em quinto lugar veio a Austrália, seguida por África do Sul, Malta e Nova Zelândia.

    Sonho adiado

    Muitos estudantes tiveram o sonho de fazer um intercâmbio adiado devido à pandemia do novo coronavírus. Durante esse período, a maioria das atividades foram suspensas em muitas universidades, porque a preservação da saúde da população se mostrou prioridade.

    A pesquisa sobre o impacto da Covid-19 no mercado de intercâmbio, desenvolvida pela Mobilidade Acadêmica em parceria com a Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio, mostrou que, durante a pandemia, as agências de intercâmbio tiveram uma queda média de 46%. Além disso, o estudo mostra também que 90% dos estudantes aguardam a liberação de entrada no país de destino para investir num intercâmbio pós-covid.

    Atualmente, em alguns países, a entrada de estudantes estrangeiros ainda depende de protocolos rígidos, como cumprimento de período de quarentena por 14 dias, por exemplo. Em muitos casos, as fronteiras ainda estão fechadas.

    Ainda segundo a pesquisa, os cinco destinos mais procurado no pós pandemia são Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia. Além de políticas que facilitam a combinação de estudo e trabalho, outros aspectos que influenciam a decisão na hora de escolher um destino são o câmbio favorável, a qualidade de vida, a facilidade de obtenção de visto e se o país é anglófono (que possui inglês como idioma oficial ou dominante).

    O que fazer para se preparar para o intercâmbio no pós-pandemia

    Se você é um dos estudantes que pretende fazer um intercâmbio pode estar se perguntando se já é a hora de retomar os planos. A resposta é sim.

    Segundo Patricia Bonetti de Carvalho, do setor de internacionalização da Unisul, neste momento, o que tem acontecido é uma cooperação científica entre as instituições de ensino. Dessa forma, o acadêmico interessado pode se aproximar dos grupos de pesquisa internacionais da sua universidade com a finalidade de se preparar para o intercâmbio.

    Assim, é possível experimentar esses ambientes e redes permanentes de pesquisa e aproximar-se de universidades internacionais que estejam relacionadas com o curso de graduação. Dessa maneira, o estudante se prepara para a experiência do intercâmbio para que, assim que pandemia seja superada, possa de fato realizá-lo.

    Na Unisul, o Centro de Desenvolvimento Sustentável da instituição tem parcerias com a universidade Cambridge, com a universidade de Ciências Aplicadas de Hamburgo e com o Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade da Columbia, por exemplo.

    Espera é oportunidade para preparo

    O período de isolamento social pode ser uma oportunidade para que o estudantes economizem dinheiro para o intercâmbio. Fazer pesquisas de preço na cidade destino, planejar a vida financeira e economizar para a viagem são etapas importantes do planejamento do intercambista.

    O momento também é favorável para adquirir proficiência na língua do país para onde pretende ir e obter, ao menos, um conhecimento básico na área da graduação, para que possa aproveitar as oportunidades da internacionalização do aprendizado com plenitude.

    Universidades devem promover possibilidades de intercâmbio para estudantes

    É papel das instituições de ensino dar suporte para que os acadêmicos consigam fazer um intercâmbio internacional. A Ânima Educação, uma das maiores organizações de ensino superior privado do Brasil, apoia a ideia de fomentar um ensino global. Em Santa Catarina, a Unisul faz parte desse ecossistema de educação e é considerada uma das universidades mais internacionalizadas do Estado.

    Segundo informações do Setor Internacional da Unisul, fazer parte do ecossistema do grupo nima representa um grande salto frente às oportunidades que se abrem para os estudantes. Há mais de 20 anos, a Unisul investe na formação das relações internacionais, da cooperação científica internacional e estimula a mobilidade internacional dos estudantes para o intercâmbio.

    Dessa forma, a instituição de ensino tem parceria com quase uma centena de universidades que estão espalhadas por todo o mundo. Com a integração da Unisul no ecossistema nima Educação, há ainda melhor qualificação das oportunidades para os estudantes, como as advindas com as parcerias feitas com instituições como Le Cordon e SingularityU.

    Saiba mais sobre as ações da Unisul acompanhando o canal Educação Transforma.

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