nsc

publicidade

Meio ambiente

Faema investiga suposto crime ambiental no Rio Itajaí-Açu, em Blumenau

Fundação irá apurar se há resíduos tóxicos ou poluentes no líquido que teria sido jogado às margens do rio nesta segunda-feira

26/08/2019 - 17h56

Compartilhe

Gabriel
Por Gabriel Lima
Caminhão com pessoas despejando líquido no rio em Blumenau
(Foto: )

A Fundação do Meio Ambiente (Faema) abriu investigação para verificar um possível crime ambiental no Rio Itajaí-Açu, em Blumenau. A apuração começou após o órgão receber algumas denúncias na manhã desta segunda-feira (25) com fotos de um caso que estaria ocorrendo no Centro do município.

As imagens mostram um caminhão parado atrás do Clube Náutico América, ao fim da Rua Horácio Antônio Braun, onde há o estacionamento do Biergarten. Ao menos três homens aparecem próximos do veículo e um deles estaria jogando algum líquido branco às margens do rio.

O presidente da fundação, Eder Boron, afirma que os técnicos do órgão foram ao local logo após receberem a denúncia. A equipe não encontrou o referido caminhão, mas achou possíveis resíduos com a coloração branca às margens do rio.

O material foi coletado e será analisado pelos técnicos da Faema, que poderão identificar se é algum vestígio de crime ambiental ou não. Nos testes também será possível descobrir se há algum resíduo tóxico ou poluente no líquido.

A reportagem do Santa esteve no local durante a manhã e não encontrou o caminhão que estaria despejando os resíduos. Entretanto, também encontrou marcas de um líquido branco às margens do rio.

Líquido branco que estava às margens do Rio Itajaí-Açu nesta segunda-feira.
Líquido branco que estava às margens do Rio Itajaí-Açu nesta segunda-feira.
(Foto: )

Busca pelas câmeras de segurança

Ao mesmo tempo em que analisa o líquido branco, a Faema busca as imagens das câmeras de segurança do prédio da Câmara de Vereadores ou de estabelecimentos comerciais próximos. O objetivo é encaminhar as imagens para o Seterb e tentar identificar os proprietários do veículo que aparece nas denúncias.

Boron lamentou que essa prática não seja inibida nem em regiões centrais, onde há maior circulação de pessoas. No caso da denúncia desta segunda, seria possível ver o suposto crime do estacionamento do Biergarten ou da Prainha, que fica do outro lado do rio.

O presidente da Faema também comentou que práticas assim são comuns no município, com casos semelhantes todos os dias. Entre as denúncias mais comuns estão motoristas que param o veículo próximo de barrancos e despejam materiais que poluem os ribeirões.

— Isso é pra comunidade saber e ter conhecimento que, infelizmente, aos nossos olhos e à luz do dia essas coisas acontecem — lamenta.

Deixe seu comentário:

publicidade