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Sem dor de cabeça

Falando de Sexo: aprovado medicamento para aumentar o desejo sexual feminino

Lucia Pesca e Andréa Alves respondem a dúvidas dos leitores! Envie as suas perguntas

21/08/2015 - 04h03

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Por Redação NSC
Interesse sexual feminino está mais na cabeça do que nos genitais
Interesse sexual feminino está mais na cabeça do que nos genitais
(Foto: )

A grande notícia da semana é que, finalmente, foi aprovado, pela agência reguladora de medicações FDA, nos Estados Unidos, um remédio que poderá ajudar no desejo sexual de algumas mulheres.

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Há muito tempo aguardado, tanto por nós, especialistas em sexualidade, quanto pela população feminina e seus parceiros, esta solução vem para ajudar uma em cada duas mulheres que se queixam de não ter tanto desejo sexual quanto elas gostariam.

O interesse sexual feminino está mais na cabeça do que nos genitais. Por isso, qualquer medicação deveria passar pelo cérebro feminino. Essa medição tem a função de diminuir as substâncias que inibem o desejo (serotonina) e aumentar outras, relacionadas à excitação sexual (dopamina). Ela irá atuar como antidepressivo.

Diferente do Viagra, que é usado pelos homens 40 minutos antes do ato sexual e age diretamente na ereção, sem efeito sob o desejo sexual, esse novo achado terá que ser tomado diariamente, a longo prazo, e seus efeitos acontecerão depois de alguns dias.

Indicado para um perfil de mulher

Mas quem poderá beneficiar-se destas pílulas? Mulheres que estejam em relações estáveis, duradouras e monogâmicas, que tenham vontade de movimentar sua vida sexual, que estejam sofrendo com a diminuição do desejo, sem grandes conflitos conjugais, sem problemas de saúde, não usuárias de medicações que interferem na diminuição do desejo ou na excitação, sem depressão ou alteração hormonal e fora da menopausa.

O medicamento traz efeitos colaterais como enjoo, tontura e sonolência entre outros. E é indicado, principalmente, para mulheres em relacionamentos longos. Isso porque, no início de um relacionamento, tudo é maravilhoso, e o desejo espontâneo está presente. Com o passar do tempo, a relação vai caindo na rotina, a sedução e o interesse sexual vão diminuindo. Em relações mais longas, a mulher precisa de mais estímulos externos (conversa erotizada, convite sedutor e explícito, elogios etc) para querer entrar na relação sexual.

Sabem aquela conversa de que ela não estava a fim de transar, mas o jeitinho do parceiro de seduzi-la e o sentimento por ele acabam iniciando o ato sexual? É por aí, meninas! Vamos aguardar a medicação chegar no Brasil, mas, até lá, foco e motivação para entrar na transa, que o desejo aparece.

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