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Violência contra a mulher

Falso amparo: no que o Estado e a Justiça falham na proteção à mulher em Santa Catarina

Apesar de a lei garantir segurança para quem denuncia agressões e ameaças, na prática, ós órgãos públicos são incapazes de atender a quem procura por socorro

11/03/2017 - 08h00

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Por Redação NSC

Somente em janeiro de 2017, sete mulheres foram mortas dentro das próprias casas por atuais ou ex-companheiros em Santa Catarina. A estatística levantada pela Secretaria de Segurança Pública indica quase duas mortes por semana. O número já é duas vezes maior do que a média registrada ao longo de todo o ano passado pelo mesmo órgão estadual. No Brasil, a taxa de assassinatos é de 4,8 para 100 mil mulheres — a quinta maior no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na iminência do Dia Internacional da Mulher deste ano, entre o fim de janeiro e o início de março, cinco feminicídios no Oeste chocaram o Estado: um homem e duas mulheres foram mortos pelo ex-namorado de uma delas em Barra Bonita, cidade distante 57 quilômetros de Cunha Porã, onde três irmãs foram assassinadas também pelo antigo companheiro de uma delas, que tinha apenas 15 anos. Bastante semelhantes entre si, os casos foram antecedidos por agressões psicológicas, verbais e físicas — e também pelo registro de boletins de ocorrência em delegacias de polícia e pela solicitação de medidas protetivas ao poder judiciário.

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