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Desabastecimento

Falta de água afeta creches e escolas da Grande Florianópolis

Unidades no Continente da Capital precisaram chamar o caminhão-pipa da Casan para manter atendimento nesta sexta-feira

16/08/2019 - 16h15 - Atualizada em: 16/08/2019 - 16h16

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Lucas
Por Lucas Paraizo
Unidades de ensino estão racionando o uso para poder manter atendimento
(Foto: )

Somente o necessário na limpeza, nada de atividades extras que precisam de água e muito menos momentos de pintura que precisam que pincéis e outros itens sejam lavados. O dia a dia em creches e escolas da Grande Florianópolis está precisando de algumas adaptações nas últimas semanas por conta da estiagem que causa desabastecimentos pontuais na rede de água.

Uma das regiões mais afetadas da Capital é no Continente, nos pontos altos de bairros como Jardim Atlântico e Monte Cristo. Foi nessa localização que somente nesta sexta-feira de manhã a Casan precisou abastecer com caminhão-pipa duas creches e uma escola. As unidades ficavam em partes mais altas e, segundo a companhia, ficaram ao longo do dia sem água, com previsão de normalização na pressão da rede somente durante a noite.

Diretora da creche Paulo Michels, no Jardim Atlântico, Rosana Reus conta que a unidade conseguiu ao longo das últimas semanas economizar água e controlar o que fica armazenado em três caixas, contornando a situação mesmo quando não há água na rede. No entanto, pela primeira vez desde o início da estiagem, nesta sexta-feira a equipe da creche encontrou torneiras secas às 7h. Isso fez com que as primeiras famílias que trouxeram os filhos logo cedo precisassem voltar para casa. A diretoria acionou a Casan e pouco mais de uma hora depois conseguiu um caminhão-pipa para encher os reservatórios.

— Não chegamos a precisar dispensar alunos pois só avisamos essas primeiras famílias e depois, quando a água voltou, eles trouxeram as crianças. Mas estamos controlando, usando apenas o necessário — conta a diretora de creche que atende 85 crianças.

A situação foi parecida na unidade de ensino infantil Celso Pamplona, também no Jardim Atlântico. A creche também está se mantendo com a água das caixas, mas precisou do abastecimento da Casan nesta sexta. A unidade conseguiu funcionar normalmente todos os dias até agora, mas em alguns períodos já chegou a dispensar alunos mais cedo pela falta de água. A situação fica mais crítica quando atinge a cozinha, gerando problemas para a alimentação das crianças que, muitas vezes, passam o dia inteiro na creche.

— A gente controla como consegue, até mesmo na hora do banho das crianças, da escovação, da limpeza. Mas várias vezes já precisamos do caminhão-pipa para poder continuar atendendo — diz uma das professora da creche, Márcia Andrade.

Casan diz que segue com monitoramento e controle da situação

Sem chuva e enquanto as novas bombas que serão instaladas no Rio Cubatão não chegam, a Casan segue tentando controlar a situação do abastecimento na região. A companhia diz que está monitorando os pontos com problemas e controlando a pressão e a vazão de água para direcionar a rede aos pontos com maior necessidade. Com essa estratégia, a Casan diz que tem conseguido evitar que algum ponto das cidades fique por mais de 24 horas sem água.

Nesta sexta-feira a companhia divulgou com os pontos de atenção em relação ao abastecimento eram os seguintes: nos bairros Barreiros, Potecas e Colônia Santana, em São José, partes altas de Biguaçu e as regiões do Pantanal e João Paulo em Florianópolis.

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