nsc
    dc

    Estiagem 

    Falta de chuva afeta abastecimento de água na Grande Florianópolis  

    Casan afirma que moradores de bairros de Biguaçu, Florianópolis e Santo Amaro da Imperatriz já enfrentam desabastecimentos pontuais  

    29/07/2019 - 11h50 - Atualizada em: 29/07/2019 - 16h24

    Compartilhe

    Por Camila Levien
    Nível da barragem de captação do Rio Vargem do Braço, está 20 cm abaixo do normal
    (Foto: )

    O nível manancial do Rio Vargem do Braço, responsável pelo abastecimento de 70% da Grande Florianópolis, está aproximadamente 30% abaixo do normal. Na estação de captação da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) o nível da barragem está 20 centímetros abaixo do previsto. A situação é preocupante e não ocorre há aproximadamente quatro anos, de acordo com Pedro Joel Horstmann, o Superintendente da Região Metropolitana da Grande Florianópolis.

    Ele destaca que, no momento, tecnicamente ainda não temos falta de água e sim intermitência no abastecimento, especialmente no período das 12h às 22h, que é quando há uma queda significativa de pressão. Entretanto, o superintendente destaca que aqueles que possuem caixa d'água não são afetados pelo problema.

    — Com base nas reclamações dos clientes notamos que há problemas no abastecimento especialmente em São José, nos bairros que caracterizamos como de fim de rede, como Forquilhinhas, Colônia Santana, Potecas e Alto Forquilha temos o maior número de afetados — comenta Joel

    A Casan afirma que além de São José todas as cidades da Grande Florianópolis tem bairros com abastecimento afetado. Em Biguaçu, os pontos mais afastados são Três Riachos, Fundos, Vendaval e Boa Vista. Florianópolis, por sua vez, registra problemas nos bairros Itacorubi, João Paulo e Santa Mônica.

    Palhoça conta com um Secretaria Executiva de Saneamento (Samae), ente municipal responsável pelo abastecimento, mas depende da Casan para o envio de água. De acordo com Horstmann, o relevo da cidade é favorável, mais plano, com poucos desníveis e consequentemente menos obstáculos de abastecimento.

    Nesse momento a Casan afirma que não haverá racionamento de água, pois estão sendo feitas manobras com outras fontes de abastecimento da região. A estimativa da companhia é que com chuva constante, de aproximadamente dois dias a situação seja regularizada.

    A recomendação do órgão é que a população tome medidas de uso consciente do recurso, evitando lavar calçadas com mangueira, molhar jardim, procure tomar banhos mais rápidos e tente buscar o reaproveitamento da água quando possível.

    Leia as últimas notícias no NSC Total

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Cotidiano

    Colunistas