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Estiagem

Falta de chuva não compromete abastecimento no Oeste de SC, segundo Casan 

Em junho choveu apenas 1/4 do que a média mensal

29/07/2019 - 17h14 - Atualizada em: 29/07/2019 - 17h22

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Darci
Por Darci Debona
Casan aumentou em 40% abastecimento em São Miguel do Oeste
Casan investiu R$ 2,3 milhões em ampliação do sistema de água de São Miguel do Oeste
(Foto: )

A chuva abaixo da média nos últimos dois meses e que já está causando problemas no abastecimento na Grande Florianópolis ainda não representa risco de fornecimento no Oeste de Santa Catarina. A informação é do gerente administrativo e superintendente substituto da Casan na região, Rodrigo Crepaldi.

— Temos alguns problemas pontuais por questões de vazamento, mas o abastecimento em Chapecó está normal. Claro que se persistir a chuva abaixo do normal isso pode ser afetado. Mas acredito que por mais 30 dias está tranquilo — disse Crepaldi.

Em relação a Maravilha, que teve problemas no abastecimento na semana passada, ele afirmou que o motivo foi a retirada de uma bomba para manutenção.

Em Concórdia, onde é frequente a reclamação dos moradores por falta de abastecimento, ele informou que foi realizada uma força-tarefa e o número de reclamações diminuiu. Mesmo assim ocorrem algumas interrupções por vazamentos e obras.

Em São Miguel do Oeste também ocorreram algumas interrupções por substituição de rede. Mas amanhã será inaugurada uma nova adutora de 250 milímetros de diâmetro e 6km de extensão, ligando a captação no rio Cambuim até a Estação de Tratamento de Água.

Foram investidos R$ 2,3 milhões nas obras, que vão incrementar em 40% o sistema de distribuição, chegando a 10 milhões de litros de água por dia.

Crepaldi disse que a obra vai ajudar bastante no fornecimento embora não evite problemas em caso de estiagem.

De acordo com o pesquisador do Centro de Pesquisa em Agricultura Familiar da Epagri, Ivan Baldissera, em julho choveu apenas 44,6 milímetros em Chapecó, o que representa apenas ¼ da média do mês, que é de 176,2 milímetros. Em julho foram 89,2 milímetros.

- Provavelmente vai ficar também abaixo da média mensal, que é de 153 milímetros. Mas isso ainda tem pouco impacto nos rios e nascentes pois maio choveu bem e nesse período de inverno os dias são mais curtos e com baixas temperaturas, o que reduz o consumo – disse Baldissera.

A previsão trimestral do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram/Epagri) prevê chuvas próximo e abaixo da média climatológica em SC. O mês de agosto deve ser com pouca chuva, aumentando a partir de setembro.

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