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Falta de recursos coloca em risco o funcionamento de creche comunitária em Palhoça

Os oito funcionários que trabalham na unidade ainda aguardam o salário de dezembro do ano passado

29/05/2019 - 13h21 - Atualizada em: 29/05/2019 - 13h54

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Por Redação NSC
CEI Formiguinhas tem dificuldade para honrar todos os custos mensais
(Foto: )

O Conselho Comunitário que administra a única creche pública do bairro Aririú da Formiga, em Palhoça, alega não ter recursos suficientes para continuar prestando serviços. Os repasses da Prefeitura do município não vêm suprindo as necessidades da unidade, como por exemplo a conta de energia elétrica, que está atrasada há 3 meses. Além disso, os oito funcionários do local ainda estão recebendo os salários de dezembro de 2018. Com este cenário, o lugar corre o risco de fechar as portas para 72 crianças.

Só a folha de pagamento soma R$ 20 mil, sendo que o repasse mensal da Prefeitura é de R$ 15.180. Além deste valor, o órgão também oferece a merenda e a assessoria pedagógica.

Bruno Haiah, presidente do Conselho Comunitário Aririú de Palhoça, diz que tentam manter as atividades vendendo rifas, fazendo eventos e pedindo apoio à população mas, ainda assim, há dificuldades.

Conselho Comunitário tem plano B

A diretoria do Conselho chegou a cogitar o pedido de colaboração dos pais com o pagamento de uma mensalidade, mas posteriormente desistiu da ideia, ao perceber que nem todos teriam condições financeira para isto.

No prédio da creche também funciona o posto de saúde do bairro. Mesmo utilizando o espaço há 13 anos, a Prefeitura de Palhoça nunca pagou por isso e a cobrança do aluguel foi uma das saídas encontradas pelo Conselho para tentar amenizar a situação.

O Secretário de Saúde do Município, Rosinei de Souza Horácio, aguarda o Habite-se da obra para assinar o contrato do aluguel, que seria anual.

Apesar das despesas

Atualmente 3.600 crianças esperam por uma vaga na educação infantil de Palhoça. A Creche Formiguinhas, mesmo na situação atual, garante espaço para mais de 70.

A funcionária Silnaide Stange, gerente administrativa do local, diz nunca ter visto, em 30 anos, a creche como está agora.

— Trabalhar sem dinheiro é difícil. Quem é que gosta de trabalhar sem ganhar no fim do mês? —conclui a gerente.

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