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    Família da Venezuela encontra apoio público em SC em busca de oportunidades 

    Antonio Sanchez tem 49 anos, Joana Norváez 44, e trouxeram para Florianópolis a filha de 18 anos, que está grávida

    27/10/2019 - 06h40 - Atualizada em: 27/10/2019 - 13h38

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    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    Antonio e Joana estão estudando português
    Antonio e Joana estão estudando português
    (Foto: )

    Assim como outros venezuelanos que deixaram o país e conseguiram encontrar o recomeço e se estabilizaram em Santa Catarina, Antonio e Joana estão em busca de uma vida melhor em Florianópolis. Eles chegaram à cidade a pouco mais de dois meses, vindos de Manaus — onde moraram por 20 dias depois que chegaram no Brasil. Para sair da Venezuela levaram mais de um dia inteiro dentro de ônibus, mas na chegada ao novo país se depararam com o apoio de brasileiros, que os recepcionaram bem e encaminharam o casal para o Sul.

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    Antonio Sanchez tem 49 anos, Joana Norváez 44, e trouxeram para Florianópolis a filha de 18 anos, que está grávida. Foi para ela a melhor notícia do novo país até agora: atendimento público de saúde gratuito através do SUS, algo que eles não teriam na Venezuela.

    — Lá era muito difícil para ela, para dar a luz em uma clínica teria que vender tudo. Não há nenhum benefício lá, enquanto aqui os serviços públicos são muito bons. Nessa área fomos muito bem atendidos. Nossa filha está fazendo os exames, acompanhando a gravidez, tudo certo, ela está muito agradecida. Ficamos surpresos que é tudo de graça — comemora Joana.

    O casal está aprendendo português nas aulas gratuitas da Pastoral do Migrante e alugaram uma casa para morar no bairro Carvoeira. Conseguiram apoio e estão recebendo ajudas e algumas doações enquanto não conseguem emitir uma carteira de trabalho para tentar o primeiro emprego no Brasi

    — Vivíamos bem lá, mas fomos decaindo e decaindo até que fomos obrigados a sair do país. Ninguém quer sair do seu país, viemos atrás do básico. Comida, estabilidade. Vamos lutar para tentar algo melhor — conta Antonio, que na Venezuela trabalhava com mecânica e pintura automotiva, enquanto Joana era assistente administrativa.

    Antonio e Joana são um exemplo de busca por uma nova vida em Santa Catarina, um recomeço na procura por coisas simples e tão importantes. Antonio deixa claro que “não mudou para o Brasil para ser rico”. Querem apenas dignidade e o básico para a família. Eles dizem que encontraram muito preconceito na chegada ao Brasil, mas em Florianópolis estão conseguindo um acolhimento melhor.

    Os brasileiros falam muito dos venezuelanos. E claro, nem todos os venezuelanos são bons, mas não vale para todos. Somos gente como qualquer um, gente boa.

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