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Crime contra mulher

"Família disse que ele tinha muito ciúme dela", afirma delegado sobre feminicídio em Jaraguá do Sul

Andreia Campos Araújo, 28 anos, foi morta na madrugada de domingo. Companheiro assumiu o crime

08/08/2018 - 14h45 - Atualizada em: 08/08/2018 - 14h48

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Por Redação NSC
Andreia tinha 28 anos e deixou uma filha de dez anos, além de familiares afirmarem que ela estava grávida
Andreia tinha 28 anos e deixou uma filha de dez anos, além de familiares afirmarem que ela estava grávida
(Foto: )

Pelo menos sete pessoas prestaram depoimentos à Polícia Civil de Jaraguá do Sul na terça-feira sobre as últimas horas de Andreia Campos Araújo, 28 anos. Ela morreu na madrugada de domingo, 5 de agosto, na casa em que vivia com o companheiro, o analista de sistemas Marcelo Kroin, 38 anos. Ele confessou o crime, que teria acontecido após uma discussão entre o casal na volta de uma festa de família. Segundo Marcelo, ele teria dado um soco em Andreia para se defender depois que ela pegou uma faca e o ameaçou.

— Marcelo é réu confesso. Ele deu a versão dele e, agora, precisamos verificá-la, através dos laudos e dos depoimentos — afirma o delegado Carlos Crippa, que preside o inquérito.

A maioria dos depoimentos foram tomados de familiares que estavam na festa de aniversário em que Andreia e Marcelo estavam na noite de sábado. Ele havia dito à Polícia Militar que os dois brigaram na festa mas, segundo os parentes, não houve nenhuma discussão pública. Eles afirmaram que Marcelo avisou por volta das 19 horas que estava cansado e iria para casa. Andreia ficou até 1 hora da manhã e retornou para casa de táxi. O taxista, que é conhecido da família, também prestou depoimento.

— A família disse que ele tinha muito ciúme dela, mas que ela nunca reclamou de ameaça ou agressão. Pelo contrário, disseram que eles eram muito felizes — contou o delegado, frisando que o único registro de Marcelo era por ameaça à uma ex-namorada, mas que a vítima nunca avançou na denúncia.

Todos os depoimentos já foram encaminhados para o Fórum de Jaraguá do Sul. O caso é atendido pela 4ª Promotoria de Justiça, que pediu urgência nas investigações. Marcelo está preso preventivamente pelo prazo de dez dias. O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Joinville está fazendo a perícia dos celulares apreendidos na casa e também é o responsável pelo laudo do local do crime. O IML de Jaraguá do Sul está elaborando o laudo cadavérico da vítima. O delegado pediu que o perito inclua o horário preciso da morte. Além disso, apesar de todos os familiares afirmarem que ela estava grávida, no terceiro mês de gestação, esta informação só será confirmada para a polícia com o laudo. O resultado deve ficar pronto na semana que vem.

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