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A Barca Colon

Fé luterana atravessou continentes com os imigrantes até chegar a Joinville em 1851

Igreja da Paz começou a ser construída em 1857 e foi inaugurada sete anos depois

08/03/2019 - 21h13 - Atualizada em: 12/03/2019 - 11h16

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Redação
Por Redação AN
Desde a inauguração da Igreja da Paz, muitas obras foram realizadas, como a colocação da torre em 1892
Desde a inauguração da Igreja da Paz, muitas obras foram realizadas, como a colocação da torre em 1892
(Foto: )

A religião foi um grande legado deixado primeiros colonizadores de Joinville. O pastor luterano Cristiano Ritzmann lembra que muitos dos imigrantes vieram para o Brasil exatamente por causa da fé, acreditando que mudariam de vida.

– Eles trouxeram poucas coisas, mas estavam presentes a Bíblia, o catecismo e o hinário, itens importantes em suas vidas – ressalta.

Durante os primeiros anos na Dona Francisca, os colonos luteranos se reuniam nos abrigos e nas casas para rezar. Em 1852, aportou o navio Neptun, trazendo o pastor Jacob Daniel Hoffmann, contratado pela Sociedade Colonizadora de Hamburgo.

Igreja da Paz em Joinville
Igreja da Paz em Joinville
(Foto: )

Mas só em 1857 foi lançada a pedra fundamental para a construção da primeira casa de oração protestante, que viria a ser conhecida como Igreja da Paz. Sete anos depois foi realizada a inauguração. Desde lá, muitas obras foram realizadas, como a colocação da torre em 1892.

– Como o luteranismo não era a religião do Império, houve muitas dificuldades, já que casamentos e batizados não eram considerados oficiais. Mesmo assim, a fé permaneceu presente.

Em 1866, surgiu a necessidade de construir um colégio para atender os evangélicos da Colônia Dona Francisca. Assim, nasceu a Deutsche Schule, ou Escola Alemã, anexa à Igreja da Paz. Hoje, a sede foi transformada em Centro Cultural, sendo patrimônio cultural estadual.

Conforme o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 145.967 joinvilenses se declararam evangélicas, sendo que 21.175 disseram ser luteranos.

* Textos: Letícia Caroline Jensen, especial para o AN

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