nsc

publicidade

34º Festival de Dança

Festival de Dança de Joinville termina com número recorde de participantes e um público de 230 mil pessoas

Ao fim de sua 34ª edição, o Festival de Dança de Joinville busca a auto sustentabilidade enquanto continua se superando

31/07/2016 - 11h28 - Atualizada em: 01/08/2016 - 07h00

Compartilhe

Por Redação NSC
(Foto: )

Se, apesar de suas três décadas de existência, o Festival de Dança de Joinville ainda precisava de provas para mostrar sua força, a edição que terminou no sábado com a Noite dos Campeões as apresentou da forma mais convincente possível: em um ano de crise econômica no Brasil, quando corria riscos de perder patrocínios, recursos públicos, participantes e plateia, o instituto organizador do maior festival do gênero no mundo viu os investidores serem mantidos, o número de inscrições bater recorde (foram 7,8 mil participantes) e o Centreventos Cau Hansen encher para as mostras oferecidas em todos os seus palcos (foram 240 horas de espetáculos e um público de 230 mil pessoas). Além disso, o 34º Festival ficou marcado por começar ao mesmo tempo em que Joinville recebia o título oficial de Capital Nacional da Dança.

O presidente do Instituto Festival de Dança, Ely Diniz, comemora o sucesso aliado aos planos de tornar o evento cada vez mais auto sustentável. Segundo ele, a intenção é que a participação do governo do Estado, por exemplo, fique cada vez menor. Neste ano, o investimento via Fundo de Incentivo à Cultura (Funcultural) foi de R$ 1 milhão, o que significou cerca de 19% do orçamento para a organização.

- Em 2010, o apoio financeiro do Governo do Estado representava 55% do orçamento, enquanto 45% vinha de patrocínios diretos ou via mecenato e da receita do evento - conta Ely - Agora, além de termos aumentado os patrocínios, a receita vinda da Feira da Sapatilha, dos cursos, da bilheteria, entre outros, é de pelo menos um terço do orçamento.

Confira os vencedores dos prêmios especiais do Festival de Dança de Joinville

Ana Botafogo é anunciada curadora artística do Festival de Dança de Joinville

Para ele, o título recebido por Joinville representa ainda mais responsabilidade para a cidade ao oficializar a dança como marca e fazer com que ela não ocorra apenas nos 11 dias de Festival. É necessário entender como isso pode tornar-se um bom negócio para a cidade.

- É um carimbo de arte que faz as pessoas olhares com bons olhos para aquele lugar, assim como o fazem ao olhar cidades da Europa - avalia - Da mesma forma com que entendemos que o Festival de Dança é um grande negócio de turismo cultural.

Flash Mob do Festival de Dança leva 9.500 pessoas para avenida em Joinville

Mais de mil coreografias de 411 grupos movimentam os Palcos Abertos em Joinville

Superação

A grande meta do Festival de Dança de Joinville é evoluir dentro do que já existe. Afinal, ele contempla mostras competitivas e não-competitivas, espetáculos de grandes companhias, cursos, seminários, oficinas, exposições, lançamentos de livros e DVDs e uma das maiores feiras de produtos de dança do mundo, além de contrapartidas com apresentações gratuitas em palcos abertos e visitas a hospitais.

Segundo Ely Diniz, uma lista de anotações com ideias e propostas para a próxima edição já foi feita pela equipe organizadora ao longo desta edição e a primeira reunião para discutir o 35º Festival de Dança já foi agendada para a primeira semana de setembro. Ela contará com a nova curadora artística, Ana Botafogo, que une-se a Mônica Mion e Thereza Rocha nas discussões sobre os caminhos do evento.

Noite de Gala do Festival tem Cinderela moderna e pedido de ajuda de companhia

Pacientes do Hospital Infantil de Joinville recebem a visita de bailarinos

- O clássico, seja no balé de repertório ou no neoclássico, representa pelo menos 40% da nossa programação em cursos e apresentações. Por isso, precisamos de nomes muito fortes nesta especialidade, como é o caso de Ana. Além disso, ela é uma estrela e aceitou prontamente ao convite - conta Ely.

Na opinião dos atuais curadores artísticos, que ainda contava com Marcelo Misailidis, esta edição foi marcada pelo aumento na convivência entre participantes, com professores, jurados e curadores mais em contato ao participarem de mais eventos dentro do Festival. Além disso, eles acreditam que é possível começar a perceber o reflexo de mudanças e projetos criados nos últimos anos e esperar por aqueles que ainda são recentes. Uma delas é a Estímulo Mostra de Dança, que passou pela terceira edição e que dá oportunidade a grupos que se destacaram em várias edições de montar um trabalho completo para apresentar no Teatro Juarez Machado.

A dança renasce em Joinville e a cidade se consolida no cenário de formação de bailarinos

Faça um tour pelos bastidores do Festival de Dança de Joinville

- Embora o Festival já tenha alcançado um nível de repercussão nacional, ele precisa de atenção, precisa de apoio para continuar cumprindo este trabalho e ser incentivado no nível que merece - reflete Misailidis.

Deixe seu comentário:

publicidade