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Crise no Alvinegro

Figueirense: Justiça do Trabalho bloqueia R$ 9,6 milhões em bens de réus ligados ao clube

Decisão torna indisponíveis bens como imóveis e embarcações para garantir pagamento de salários, mas não se estende a dinheiro em contas bancárias

23/08/2019 - 18h06 - Atualizada em: 23/08/2019 - 21h27

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Por Jean Laurindo
Crise no Scarpelli chegou ao ápice com W. O. do clube no meio da semana
Crise no Scarpelli chegou ao ápice com W. O. do clube no meio da semana

A juíza da 7ª Vara do Trabalho de Florianópolis, Danielle Bertachini, concedeu a liminar pedida pelo Ministério Público do Trabalho de Santa Catarina (MPT-SC) que pedia o bloqueio de bens de réus ligados à administração do Figueirense Futebol Clube. A medida foi publicada por volta das 17h15min desta sexta-feira (23).

Na decisão, a juíza determina "a imediata indisponibilidade de bens imóveis, automotores, embarcações e aeronaves", com a intenção de garantir o pagamento dos salários e direitos trabalhistas de atletas e funcionários. O bloqueio ocorre até o limite de R$ 9,6 milhões, que é o valor apontado pelo clube como projeção de déficit trabalhista para o ano de 2019.

O bloqueio é estendido a oito réus ligados ao clube. Três deles são pessoas jurídicas e outras cinco são pessoas físicas (confira a lista abaixo). No pedido apresentado à Justiça do Trabalho, o MPT-SC pedia o bloqueio de bens de 12 réus.

Ainda na decisão, a juíza não autoriza o bloqueio de valores dos réus que estejam em contas bancárias. Apenas os bens ficam indisponibilizados nesse momento. A medida, segundo a magistrada, ocorre "visando não inviabilizar, desta forma, o cumprimento das recentes promessas provenientes do clube e divulgadas nos canais de comunicação", referentes ao pagamento dos salários e direitos de imagens atrasados.

A juíza, no entanto, ainda manifesta que a Justiça pode monitorar as movimentações financeiras.

Quem são e o que dizem os oito réus ligados ao Figueirense que tiveram bens bloqueados pela Justiça do Trabalho

Empresas:

Figueirense Futebol Clube

O que diz: o 1º vice-presidente do Conselho de Administração do Figueirense Futebol Clube, Nikolas Salvador Bottós, afirmou em nome do Conselho que o clube só vai se manifestar oficialmente quando for citado. No entanto, afirmou que em uma análise superficial do processo, "a inicial do MPT-SC tem situações bastante controversas, que demonstram desconhecimento do que foi feito no Figueirense Futebol Clube e no futebol brasileiro". O dirigente defendeu ainda que "responsabilizar gestores de uma associação, que tomaram posse em dezembro de 2018, e o atual presidente em fevereiro deste ano, pelo período todo da dívida, criada por outros gestores, é uma irresponsabilidade, não faz menor sentido", e que o gestor é responsável solidário pelo período em que assumiu.

Figueirense Futebol Clube LTDA.

O que diz: a assessoria de imprensa informou que o clube ainda não foi citado.

Elephant Participações Societárias S/A

O que diz: a assessoria de imprensa informou que a empresa não foi citada.

Pessoas físicas:

Luiz Fernando Philippi, presidente do Conselho Administrativo do Figueirense Futebol Clube

O que diz: até a publicação desta matéria o presidente não havia atendido às ligações da reportagem. O 1º vice-presidente do Conselho de Administração, Nikolas Salvador Bottós, que acompanha o caso pelo Conselho, repassou o mesmo posicionamento da defesa do Figueirense Futebol Clube - afirmou que não foi notificado e que irão se manifestar no momento certo.

Cláudio Honigman, atual Diretor-Presidente do Figueirense Futebol Clube Ltda.

O que diz: até a publicação da reportagem o presidente não havia atendido às ligações da reportagem.

Wilfredo Brillinger, sócio do Figueirense Futebol Clube Ltda.

O que diz: a assessoria de Wilfredo Brillinger encaminhou nota na noite desta sexta em que afirma: "Recebo com surpresa a inclusão do meu nome nessa ação. Durante os 5 anos em que estive no comando do Figueirense, o clube obteve acesso à série A e lá permaneceu por 3 anos consecutivos, além dos 2 títulos estaduais que nos tornou o clube mais vezes campeão de Santa Catarina. No âmbito administrativo sempre cumprimos com as nossas obrigações e todas as contas da minha gestão foram auditadas e aprovadas. Prova disso eram as certidões negativas em dia (trabalhistas e fiscais) que nos permitiam ter a Caixa e grandes marcas a exemplo da Adidas como patrocinadoras. Esclareço que desde agosto de 2017, quando a empresa Elephant assumiu a gestão do Figueirense, não faço mais parte da administração e não exerço nenhuma função nos Conselhos do clube. Sempre me coloquei à disposição para ajudar, mas jamais fui procurado pelos atuais dirigentes. Wilfredo Brillinger".

Airton Manoel João, sócio do Figueirense Futebol Clube Ltda.

O que diz: não foi localizado até a publicação da reportagem.

Cláudio Cesar Vernalha Abreu de Oliveira

O que diz: afirma que não tem mais nenhuma ligação com Figueirense e nem o a Elephant e não foi notificado.

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