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Crime

Filhos descobrem que a mãe foi assassinada pelo pai deles, há 37 anos, em SC

Família natural do Oeste catarinense se mudou para o interior do Mato Grosso após a morte da mulher

21/08/2019 - 15h57 - Atualizada em: 21/08/2019 - 20h18

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Redação
Por Redação DC

Seis irmãos que nasceram em Santa Catarina descobriram que o pai teria assassinado a mãe deles 37 anos atrás. Após investigação, eles conseguiram que o homem confessasse ter cometido o crime. Depois da morte, ele levou os filhos para morar no interior do Mato Grosso, onde se casou de novo.

O caso veio à tona nesta quarta-feira (21). Uma reportagem do portal G1 explicou o caso. De acordo com o site, os irmãos procuraram a Polícia Civil, após ouvirem a confissão, para fazer a denúncia. No entanto, como o crime prescreveu, o pai deles não deve ser preso.

A família é natural do município de Quilombo, no Oeste de Santa Catarina. Na época, segundo os filhos, o pai mantinha um caso com a empregada da família. Quando a mulher dele soube da situação, passou a considerar o divórcio.

Inconformado, o homem convenceu a esposa a fazer uma viagem, supostamente para pedir desculpas. No entanto, ele teria saído de casa armado e já com o objetivo de matar a mulher. No meio do caminho, no município de São Carlos, também no Oeste de SC, ele forjou um assalto e acabou atirando na vítima. O corpo foi largado às margens da rodovia por onde eles passavam.

Depois do crime, o homem resolveu se mudar e foi viver em Lucas do Rio Verde, uma cidade a quase 2 mil quilômetros de distância. Os filhos, que tinham entre 7 e 19 anos na época, foram levados pelo pai, mas nunca acreditaram na versão do suposto assalto.

Recentemente, eles começaram a investigar a história de forma mais detalhada. Ouviram vários depoimentos e levantaram evidências que contestavam a versão inicial dada pelo pai. Com os elementos em mãos, eles o confrontaram e acabaram ouvindo a confissão.

“Ele confessou três vezes sem derramar uma lágrima. Ficamos aliviados, só queríamos a verdade e esclarecer o que aconteceu. Não tem justiça [que pague]”, disse a família à reportagem do G1.

Depois de receber a denúncia, a Polícia Civil de Lucas do Rio Verde repassou o caso à Polícia Civil catarinense, para que o inquérito possa ser reaberto e revisto.

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