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Prefeitura Municipal de Florianópolis apresenta

Florianópolis é reconhecida como a capital mais alfabetizada do Brasil 

Atenção dada à educação, desde as creches municipais até o Ensino de Jovens, Adultos e Idosos (EJA) coloca a Capital catarinense em posição de destaque no combate ao analfabetismo do país

04/09/2019 - 09h23

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Florianópolis é reconhecida como a capital mais alfabetizada do Brasil
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A educação é fator determinante para o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de um município e para a qualidade de vida da população. Em Florianópolis, ações para alfabetizar jovens, adultos e idosos e os investimentos em Educação Infantil e Fundamental deram à cidade o título de capital mais alfabetizada do Brasil.

Segundo dados da mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada no fim do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo de pessoas acima de 15 anos caiu pela metade entre 2016 e 2017 em Florianópolis, passando de 1,6% para 0,8%. E, de acordo com especialistas, isso se deve especialmente à ampliação da rede de EJA (Educação de Jovens, Adultos e Idosos), presentes em todas as regiões da capital.

— A Prefeitura Municipal de Florianópolis adota uma política de valorização da EJA, colocando-se à disposição para abrir um polo ou núcleo de Educação de Jovens e Adultos em quaisquer bairros que tenham pessoas maiores de 18 anos que ainda não sejam alfabetizadas. A Tapera é um exemplo disso. Recentemente, foi solicitado à PMF um centro de EJA no local, e ele estará em funcionamento já no segundo semestre de 2019 — garante Maurício Pereira, secretário de Educação.

Até julho de 2019, a EJA de Florianópolis contava com 1.636 alunos matriculados regularmente, mas esse número deve aumentar no segundo semestre, com a abertura do núcleo na Tapera, além de outros previstos ainda para este ano.

Alfabetização e cidadania

Garantir o acesso à educação de qualidade da população acima de 18 anos traz inúmeros benefícios: movimenta a economia, uma vez que o nível de escolaridade está diretamente ligado à faixa salarial e à qualidade profissional; torna a sociedade mais dinâmica, pois possibilita a criação de novos empreendimentos; e desenvolve a autoestima aos alunos, fortalecendo o exercício da cidadania e permitindo que participem mais plenamente da sociedade.

— Além de aumentar as possibilidades de emprego e renda, melhorando as condições de trabalho, a alfabetização permite que as pessoas possam realizar, de maneira mais autônoma, pequenas tarefas diárias, como ler o letreiro do ônibus, as placas nas ruas ou produtos no mercado. Isso pode parecer simples, mas faz muita diferença na vida do cidadão que não foi alfabetizado na infância — afirma Mauricio Pereira.

O secretário de Educação da PMF destaca que além da ampliação da rede de EJA, há um constante investimento em recursos humanos, pois tão importante quanto abrir polos de educação é garantir a qualidade do ensino, que, além dos conhecimentos escolares, deve promover a integração e despertar o interesse pela continuidade dos estudos após a conclusão do Segmento II (equivalente ao Ensino Fundamental).

EJA PMF
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Propostas da EJA

A implantação da Educação de Jovens, Adultos e Idosos em Florianópolis se deu com a intenção de diminuir o número de analfabetos acima de 15 anos (idade mínima para ingressar em uma unidade de EJA) no município, tendo como base a proposta de Paulo Freire – então utilizada pelo Plano Nacional de Educação (PNE/MEC).

Essa metodologia prevê que se considerem os aspectos socioeconômicos e as experiências dos alunos, entendendo que alfabetizar não é somente ensinar a ler e a escrever, mas, principalmente, é entender de que forma o conhecimento permite a cada indivíduo ampliar sua atuação na comunidade, promovendo um crescimento mais sustentável do seu bairro e, por consequência, de toda a cidade.

— Nossa proposta é erradicar o analfabetismo em Florianópolis. Para isso, além de manter uma das melhores redes de Educação Básica do país, colocamos como prioridade a criação ou ampliação de polos de EJA, a fim de que todos os bairros sejam atendidos de acordo com a demanda. Entretanto, mais do que pensar em números, visamos à qualidade de ensino. Assim, a Educação de Jovens e Adultos do município valoriza as diferenças culturais e a história de cada cidadão, para que o processo de alfabetização seja somente o primeiro passo da educação formal — explica Gean Loureiro, prefeito de Florianópolis.

Considerar a pluralidade dos indivíduos, incentivando a reflexão sobre o papel social da educação é fundamental para que as pessoas busquem os programas de alfabetização de jovens e adultos oferecidos pela PMF e, principalmente, que percebam a importância de continuarem os estudos para além da alfabetização.

Para se matricular em uma unidade de EJA em Florianópolis, é necessário ter 15 anos completos e residir no município. Mais informações através do site da Secretaria de Educação.

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