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    FMI reduz crescimento potencial do Brasil para 3,5%

    País deve abrir passagem aos investimentos e aumentar produtividade para expandir mais

    23/10/2013 - 17h31

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    Por Redação NSC

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) cumprimentou nesta quarta-feira o Brasil pelo manejo de sua economia, mas recomendou a promoção dos investimentos e melhorias na competitividade para estimular o crescimento econômico, enquanto mantém a inflação sob controle. "Para obter um crescimento (do PIB) acima de 3,5%, o Brasil deve abrir passagem aos investimentos, em particular em infraestrutura e aumentar a produtividade", considerou o FMI no relatório anual que realiza de todos os países membros, conhecido como artigo IV. Antes, o crescimento potencial projetado pelo Fundo era de 4,25%.

    Recentemente o Brasil iniciou um programa de licitações para construção e concessão de estradas e leiloou a exploração do gigantesco campo de petróleo de Libra. "Os esforços para aumentar a produtividade, a competitividade e os investimentos são fundamentais para elevar o potencial de crescimento", acrescentou o FMI.

    A maior economia da América Latina espera crescer este ano 2,5%, depois de registrar 0,9% em 2012. Segundo o FMI, tanto as turbulências econômicas globais como certa incerteza em relação a políticas econômicas e restrições na oferta doméstica (o que obriga a aumentar as importações) poderiam frear o crescimento no curto prazo. Embora tenha considerado que o sistema bancário do Brasil é sólido, detectou que pode haver "alguns riscos, especialmente os relacionados com crédito às famílias e os empréstimos hipotecários, que merecem vigilância contínua".

    De acordo com dados de setembro de 2013 do Banco Central, 45,1% do orçamento do brasileiro é utilizado para o pagamento de juros e parcelas de dívidas contraídas com os bancos. O FMI também se mostrou favorável aos aumentos da taxa básica de juro aplicados pelo Banco Central para manter a inflação sob controle. Uma alta taxa de juros encarece o crédito, o que costuma desacelerar os pedidos de empréstimos e pode atenuar a preocupação do FMI sobre a dívida das famílias.

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