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    EM MEIO À PANDEMIA

    Funcionários do Hospital Regional de Joinville protestam contra redução de refeições

    Estado deixará de fornecer lanche da tarde e ceia aos profissionais, que continuarão recebendo café da manhã, almoço e jantar

    30/04/2020 - 15h47

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    Hassan
    Por Hassan Farias
    Funcionários realizaram protesto em frente ao hospital
    Funcionários realizaram protesto em frente ao hospital
    (Foto: )

    Funcionários do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt de Joinville realizaram uma manifestação na tarde desta quinta-feira (30). O objetivo era protestar contra a redução no número de refeições fornecidas pelo governo do Estado aos servidores a partir desta sexta-feira (1).

    Eles se revezaram para protestar em frente a unidade sem prejudicar o atendimento aos pacientes internados no hospital. Segundo a técnica de enfermagem Cleidi Raimundo Feiler, representante dos funcionários e que trabalha há 11 anos na unidade, os profissionais da saúde estão trabalhando sobrecarregados durante a pandemia do coronavírus e agora ficarão sem o lanche da tarde e a ceia (durante a madrugada).

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    - O pessoa da noite tem o horário da janta até às 22 horas e agora vão ficar um período de 8 a 9 horas sem alimentação. Sem falar que a noite não tem nenhum local aberto para que os funcionários comprem alguma coisa para se alimentar durante a madrugada - explica.

    Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o atual contrato para prestação de serviço de alimentação na instituição entrou em vigor em 24 de março para fornecer café da manhã, almoço e jantar aos funcionários.

    O Estado explica que o Hospital Regional pediu para que a empresa continuasse servindo o lanche da tarde e a ceia até o final de abril para que os servidores pudessem se organizar. Também ressaltou que os funcionários terão ainda o refeitório da instituição aberto durante o horário de lanche da tarde e ceia.

    Leia também: Com pandemia, Prefeitura de Joinville retoma portaria sobre servidores adotada na crise de 2015

    Cleidi Raimundo Feiler, técnica de enfermagem do hospital
    Cleidi Raimundo Feiler, técnica de enfermagem do hospital
    (Foto: )

    Funcionários poderão levar alimentos para dentro do hospital

    Cleide afirma que os funcionários sempre foram orientados a não levar alimentos para dentro do hospital devido ao risco de contaminação e infecção hospitalar. Por isso, ela questiona a mudança na orientação.

    - Quer dizer que agora isso não existe mais? Nós podemos trazer o alimento de casa e trazer junto o risco de contaminação intrahospitalar?

    Em nota, o Estado afirmou que os servidores podem levar alimentos, desde que fiquem guardados em locais adequados. A secretaria estadual explicou que apenas cinco setores na instituição não possuem copa e os demais já possuem espaço equipado com geladeira e microondas. A instituição está organizando um espaço de copa para os setores não contemplados, com objetivo de atender a todos os profissionais.

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    Comunicado aos servidores sobre mudanças na alimentação
    Comunicado aos servidores sobre mudanças na alimentação
    (Foto: )

    Servidores foram surpreendidos, afirma sindicato

    A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Saúde Pública Estadual (Sindsaúde SC), Enilda Mariano Stolf, explica que os servidores foram surpreendidos com a decisão em meio ao combate ao coronavírus.

    - Neste momento de pandemia do Covid-19, em que os trabalhadores precisam estar com a resistência boa, é uma atitude irresponsável do governo do estado que coloca ainda mais em risco os trabalhadores da saúde que estão na linha de frente no combate a essa pandemia.

    Enilda conta que os trabalhadores procuraram o sindicato nesta semana porque receberam o comunicado interno sobre os cortes nas refeições. Segundo ela, desde segunda-feira (27), o Sindsaúde tenta marcar uma reunião com o secretário de saúde.

    Na noite da última quarta-feira (29), o sindicato afirma que consegui uma reunião com a secretaria estadual para às 14 horas de segunda-feira (4). Caso não seja possível um acordo, o Sindsaúde explica que pode intensificar a manifestação.

    - Vamos intensificar a mobilização e até fazer paralisações para reverter essa situação porque o sindicato não acha correto o corte de alimentação neste momento pois vai prejudicar muito a condição de trabalho dos servidores do estado - comenta Enilda.

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    Leia nota do Estado na íntegra:

    O Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, informa que a licitação de novo contrato para prestação de serviço de alimentação na instituição iniciou no final do ano passado contemplando o café da manhã, almoço e jantar para os funcionários.

    A licitação, porém, não foi finalizada, pois as empresas participantes recorreram do resultado. Visto que o contrato em vigor venceria, a Secretaria de Estado da Saúde realizou contratação emergencial com dispensa de licitação para que não ocorresse a suspensão das refeições aos funcionários e pacientes até que todo o processo licitatório seja finalizado.

    O atual contrato disponibilizando café da manhã, almoço e jantar está em vigor desde 24/03. O HRHDS, porém, pediu para que a empresa continuasse servindo o lanche da tarde e a ceia (lanche da madrugada) até o final de abril, para que os servidores possam se organizar.

    Vale ressaltar que os funcionários continuarão recebendo as principais refeições e o refeitório da instituição permanecerá aberto durante o horário de lanche da tarde e ceia.

    É permitido aos servidores trazer alimentos, desde que fiquem guardados em locais adequados. Apenas cinco setores na instituição não possuem copa. Os demais já possuem espaço equipado com geladeira e microondas.

    A instituição já está organizando um espaço de copa para os setores não contemplados, com objetivo de atender a todos os profissionais.

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