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    Funcionários do transporte público da Grande Florianópolis reivindicam direitos trabalhistas 

    Trabalhadores se reuniram na manhã desta quinta-feira (5), entre 5h e 7h, para reivindicar cumprimento de ações trabalhistas

    05/09/2019 - 13h11

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    Karollayne
    Por Karollayne Rosa

    Trabalhadores de uma empresa do transporte coletivo paralisaram as atividades durante duas horas na manhã desta quinta-feira (5) na Grande Florianópolis. Cerca de 40 funcionários se reuniram em frente à Empresa Florianópolis de Transportes Coletivos (Emflotur) suspendendo as atividades entre 5h e 7h.

    A Emflotur é uma das cinco empresas que integram o Consórcio Fênix, que atualmente tem a concessão do transporte coletivo de Florianópolis e região. Ela é responsável pela operação de cerca de 5% das linhas.

    O Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Urbano de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis (Sintraturb) afirma que a paralisação é uma manifestação ao descumprimento de questões trabalhistas e denúncias de assédio feitas pelos funcionários.

    — Foi um acúmulo de situações. São vários atrasos de pagamento, do ticket alimentação, atraso de férias. Mas nunca havíamos parado por isso. Há vários meses eles estão atrasando, um dia, dois dias, dez dias. Tem vez que eles atrasam o ticket, tem que vez que eles atrasam o salário, pagamento de férias — explicou o secretário de comunicação e imprensa do Sintraturb, Dionísio Linder.

    Entretanto, Linder diz que a “gota d’água”, que desencadeou a paralisação, foram os assédios relatados pelos trabalhadores.

    — Ameaçam quando o funcionário pega atestado, porque não pode pegar atestado, tiram de uma escala e jogam para outra, são coisas do cotidiano bem pesadas. Também em relação ao FGTS para pessoas com doença grave, que eles têm que depositar, e eles também estão atrasando. Já temos duas ações de atraso do FGTS e continuam descumprindo o acordo judicial — afirma.

    De acordo com Linder, por enquanto não está prevista uma paralisação geral das atividades. O sindicato pede uma reunião com todo o consórcio Fênix para expor e cobrar uma solução para os problemas enfrentados pelos funcionários.

    — Já estamos tentando o diálogo desde maio, junho. Esses problemas estão vindo desde o ano passado. Nós fomos relevando, fomos discutindo, aceitando. Entramos com ação judicial e eles não foram cumprindo. Se o Consórcio não tomar providências, poderá haver uma [paralisação] maior — conta.

    Contraponto

    Em nota, o Consorcio Fênix afirma que realocou carros de outras associadas para atender aos usuários assim que soube da paralisação, por volta das 5h da manhã.

    "O Consórcio Fênix e a empresa vão se reunir para estudar a condução da negociação entre empresa e sindicato, que tiveram desavenças do ponto de vista trabalhista", disse. A data da reunião não foi informada pela empresa.

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