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Furacão Dorian se aproxima do Canadá; mortes nas Bahamas sobem para 43 

Segundo a ONU, mais de 70 mil pessoas, praticamente toda a população de Grand Bahama e Abaco, precisam de ajuda

07/09/2019 - 17h13

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Por Folhapress
Furacão deixou rastro de destruição nas Bahamas
Furacão deixou rastro de destruição nas Bahamas
(Foto: )

Na tarde deste sábado (7), o furacão Dorian se aproxima do Canadá, para alívio dos EUA. O país esperava ser atingido duramente, mas o fenômeno acabou passando ao largo da costa e ficou pouco tempo em terra. Boletim do NHC (Centro Nacional de Furacões) divulgado às 15h (hora de Brasília) informa que Dorian estava a 225 km de Halifax, no Canadá, com ventos de até 155 km/h.

Ele se move na direção norte, e deve atingir a província de Terra Nova e Labrador, no Canadá, no domingo (8), trazendo chuvas. Geralmente, os furacões perdem força conforme se aproximam de regiões onde as águas são mais frias.

Dorian tocou o solo dos EUA na sexta-feira (6), na Carolina do Norte, mas voltou ao oceano algumas horas depois. Sua passagem deixou mais de 300 mil casas sem energia e gerou inundações. Houve quatro mortes, mas todas ocorridas durante os preparativos para a chegada do furacão. Na Carolina do Norte, um homem de 85 anos caiu de uma escada enquanto instalava proteções em sua casa.

Antes de chegar aos EUA, Dorian matou ao menos 43 pessoas nas Bahamas, onde deixou um rastro de devastação, centenas de desaparecidos e milhares de desabrigados à procura de água e alimentos. Mais de 260 habitantes das Ilhas Ábaco, as mais atingidas nas Bahamas, chegaram à capital Nassau após uma viagem de sete horas em um cruzeiro fretado pelo governo.

Os moradores que desembarcavam descreveram as condições brutais enfrentadas pelos que ainda estão nas ilhas. Eles relataram que o cheiro forte dos corpos ainda a serem recuperados, juntamente com as pilhas de lixo que se acumulavam rapidamente.

Diane Forbes, que não tem notícias de seus dois filhos desde terça-feira, esperava encontrá-los entre os cerca de 200 pessoas resgatadas que se abrigaram em um ginásio na noite de sexta-feira em Nassau, que se salvou da fúria do furacão.

— Eles disseram que estavam com fome, e o cheiro de corpos realmente começou a afetá-los — contou.

Um de seus filhos estava em Marsh Harbour, em Ábaco, com a namorada e a mãe dela.

— Eu não sei se ele está vivo ou não — disse.

Em Freeport, milhares de pessoas, algumas ainda desorientadas pelos eventos da semana, fizeram fila no porto, esperando embarcar em um navio na linha de cruzeiros Bahamas Paradise, que oferece passagens gratuitas para a Flórida.

O primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, confirmou o número de 43 mortes, especificando que 35 morreram nas Ilhas Ábaco e oito outras em Grand Bahama. Sobre o número final de mortos, ele disse esperar "que será chocante".

Funcionários de funerárias e de necrotérios foram enviados para a região para ajudar as autoridades, informou o ministro da Saúde, Duane Sands. Milhares de pessoas se encontram desabrigadas em Grand Bahama e Abaco e muitas expressaram frustração com a velocidade da ajuda.

— Não há postos de combustível, não há lojas de comida. Antes de sermos levados para Nassau, estávamos em 16 pessoas em uma área para três — declarou Melanie Lowe, de Marsh Harbour, cuja casa foi parcialmente destruída.

Segundo a ONU, mais de 70 mil pessoas, praticamente toda a população de Grand Bahama e Abaco, precisam de ajuda depois que a tempestade devastou suas casas e interrompeu suas vidas.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU anunciou que há oito toneladas de comida prontas para serem enviadas para as Bahamas. O esforço internacional, que também inclui a Marinha Real Britânica e várias ONGs, foi dificultado por inundações nas pistas do aeroporto, naufrágios nas docas e problemas de comunicação.

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