nsc

publicidade

Operação

Gaeco prende 10 suspeitos de sonegar até R$ 70 milhões em impostos da venda de bebidas 

Prisões foram feitas em SC, DF e GO durante operação Triângulo das Bebidas. 

12/07/2019 - 09h18 - Atualizada em: 12/07/2019 - 10h34

Compartilhe

Por Redação CBN Diário
O Gaeco ainda apreendeu quase R$ 2 milhões em cheques e em espécie e duas armas
O Gaeco ainda apreendeu quase R$ 2 milhões em cheques e em espécie e duas armas

Dez pessoas foram presas temporariamente pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Santa Catarina nessa quinta-feira (11) no estado, no Distrito Federal e em Goiás. Elas são suspeitos de vender bebidas destiladas sem recolher tributos estaduais. A sonegação pode chegar a R$ 70 milhões entre impostos, multa e juros. A operação recebeu o nome de "Triângulo das Bebidas".

- Saía nota de empresa de fachada do Centro Oeste para empresa de fachada de Santa Catarina e a mercadoria chegava neste distribuidor e nada de ter imposto estadual. Quando foi descoberto isso, começaram diversas investigações internas a gente conseguiu identificar essa triangulação - explicou o diretor da Secretaria da Fazenda de SC Rogério Mello Macedo da Silva.

Apreensões

Foram cumpridos ainda 27 mandados de busca e apreensão. O Gaeco apreendeu quase R$ 2 milhões em cheques e em espécie bem como duas armas. No galpão do distribuidor em Palhoça, foram encontrados R$ 20 milhões em mercadorias.

As bebidas destiladas fabricadas principalmente em São Paulo eram vendidas para empresas de fachada em Goiás. Depois eram revendidas para outras do mesmo tipo em Santa Catarina, como apontaram as notas fiscais. Na verdade, o produto ia direto para um distribuidor de Palhoça.

- A gente está apurando crimes contra ordem tributária, crimes de lavagem de dinheiro, crimes de falsidade e o crime de associação criminosa ou até organização criminosa - detalhou o promotor do Gaeco Alexandre Graziottin.

Como Goiás não faz parte do regime de substituição tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) não era recolhido no momento em que o fabricante fazia a venda.

Isso deveria ser feito antes de a bebida ser comprada pelo consumidor final, mas o imposto nunca chegava aos cofres do estado.

Suspeita de outros crimes

A alíquota de ICMS sobre esse tipo de bebida é de 25%. A Secretaria Estadual da Fazenda diz que vai levantar e cobrar o imposto sonegado no esquema.

- A sociedade precisa saber que esse crime de sonegação fiscal é só uma pontinha, pode desencadear o caixa dois, a corrupção, a fraude a licitação, um crime eleitoral e por aí afora. Sonega com um princípio: ter recursos para outros crimes - alertou o diretor da Secretaria da Fazenda Rogério Mello da Silva.

A operação foi feita em parceria com o Instituto Geral de Perícias (IGP), e os GAECOs do DF e de Goiás. Uma pessoa ainda está foragida.

Com informações da NSC TV.

Deixe seu comentário:

publicidade