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Talento em dobro

Gêmeos se destacam na base do Figueirense

Nossa área: João Vitor e Pedro Henrique causaram uma reviravolta na família para jogarem em Florianópolis

31/12/2018 - 06h40 - Atualizada em: 31/12/2018 - 06h39

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Marcus
Por Marcus Bruno
Gêmeos João Vitor e Pedro Henrique
Irmãos sonham com futuro na Capital
(Foto: )

Quando tinha 17 anos, Fábio Caldieraro estava disputando uma vaga para jogar no Grêmio, mas um acidente de moto interrompeu seu grande sonho, ser jogador de futebol: “Entendi que não era pra ser. Naquele momento eu pedi pra Deus que me desse um filho que quisesse ser jogador. E não é que ele me deu dois de uma só vez!”

São eles os gêmeos Pedro Henrique e João Vitor, 13 anos, que hoje estão despontando na base do Figueirense. É uma dupla ambidestra, já que o João é ponta-esquerda e o Pedro, meia-direita. Em menos de um ano no clube do Estreito, já levantaram caneco. No dia 23 de dezembro, os irmãos foram campeões invictos da Copa Verde Vale, em Antônio Carlos, com a final sobre o rival Avaí.

— Quando eles tinham seis meses, o pai comprou a primeira bola. Eles estavam no mesmo berço e vimos algo diferente: em vez de eles erguerem as mãos, como toda a criança faz, eles brincaram com os pés — lembra a mãe, Adriana Fagundes, 41 anos.

A família é de Canoas, na Grande Porto Alegre, e teve que vir às pressas para Florianópolis quando os filhos passaram no peneirão do Figueira. Os dois começaram a jornada no São José, time de bairro da capital gaúcha. Depois foram para o Grêmio, assim como o pai. No entanto, não tiveram chances no time A e preferiram ser protagonistas no Novo Hamburgo, clube campeão gaúcho de 2017.

Nesse período, fizeram dois testes no Avaí, mas não passaram, segundo o pai, por causa do tamanho e do condicionamento físico abaixo do esperado.

O professor, no entanto, elogiou muito a técnica dos moleques. Alguns meses depois, esse mesmo professor foi trabalhar no Figueira e convidou os meninos para um teste. E aí tudo mudou na vida da família Caldieraro.

Pequenos já colecionam medalhas
Pequenos já colecionam medalhas
(Foto: )

Tudo pelos filhos

Fábio, de 40 anos, trabalhava como motorista de van, e a Adriana era produtora de eventos no Rio Grande do Sul. O casal deixou as atividades para trás e alugou uma casa, às pressas, em Palhoça, para ficar perto do Centro de Treinamento do Cambirela, onde os meninos treinam e fazem as principais refeições. A família está apostando todas as fichas no futuro dos gêmeos e se vira como pode para gerar renda por aqui: o pai faz corridas por aplicativo, e a mãe vende doces na praia. Para os pequenos atletas, o esforço está valendo a pena.

— No Grêmio a gente não tinha oportunidade, e aqui finalmente a gente está tendo — compara João Vitor.

— Tem amistoso todo sábado. Lá a gente não jogava muito, ficava mais no banco. Aqui a gente está no time de verdade — comemora Pedro Henrique.

A decoração do quarto dos meninos deixa à mostra as primeiras vitórias da carreira. Na parede estão dezenas de medalhas, troféus e recortes de jornais que noticiaram as conquistas dos dois.

Dizem que esta página da Hora também irá para a parede, ao mesmo tempo em que marca um novo ciclo na vida dos gêmeos.

Família se mudou às pressas do Rio Grande do Sul
Família se mudou às pressas do Rio Grande do Sul
(Foto: )

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