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    General Motors começará a construir nova fábrica em Joinville em 2017

    Expansão tornará a cidade uma referência nacional no segmento, já que irá concentrar toda a fabricação de motores da GM do Brasil

    01/12/2016 - 09h59 - Atualizada em: 01/12/2016 - 18h24

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    Por Redação NSC
    Obras da fábrica devem começar no primeiro semestre
    Obras da fábrica devem começar no primeiro semestre
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    A General Motors quer começar a construir a nova fábrica de motores em Joinville, em janeiro, e iniciar a produção um ano depois, no começo de 2018. O investimento previsto supera R$ 1 bilhão, incluídos a construção e a compra dos equipamentos. A expansão tornará Joinville uma referência nacional no segmento: a cidade vai concentrar toda a fabricação de motores da GM do Brasil. A produção projetada alcançará, no pico, 280 mil motores por ano, e empregar 449 trabalhadores. A capacidade atual é de 120 mil motores e de 200 mil cabeçotes anuais.

    Em fevereiro de 2012, em visita a Joinville, quando anunciaram a instalação da primeira unidade, os executivos Marcos Munhoz e Luiz Moan já falavam numa segunda planta. À época, o planejamento previa investimentos de R$ 710 milhões na expansão. Cinco anos e dois meses depois da primeira unidade entrar em operação - em outubro de 2012 - o valor sobe mais de 30% em relação ao estimado anteriormente.

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    O vice-presidente Marcos Munhoz se reuniu com o prefeito e assessores por mais de uma hora, na manhã de ontem, no gabinete. Na ocasião, o dirigente mostrou desenho com o espaço onde se localiza a fábrica atual, e onde ficará a nova. Será ao lado e nos fundos das instalações atuais. No encontro, Munhoz também quis saber sobre os possíveis efeitos que a nova Lei de Ordenamento Territorial (LOT) trará para o empreendimento. Foi tranquilizado.

    - A Prefeitura considera este empreendimento fundamental para o crescimento da economia do município e, por isso, dará máxima prioridade aos trabalhos de licenciamento que nos cabem. Todas as autorizações devem ficar prontas ainda neste mês - disse o prefeito Udo Döhler.

    A decisão da GM em erguer a fábrica se explica: há a convicção de que o mercado de automóveis vai melhorar. Neste ano, a queda nas vendas deve se consolidar em 45% em comparação com o ano passado.

    A GM deverá solicitar aditamento ao contrato com a Prefeitura, que a isenta de pagamento do IPTU por 15 anos e do ISS sobre a construção, constantes do texto do programa de benefícios fiscais do município, o Proempresa. Este programa já favorece a General Motors desde o começo das obras da fábrica atual, em 2012. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Danilo Conti, comemora:

    - É um grande presente de Natal para Joinville.

    A evolução tecnológica do setor automobilístico, a produção do carro

    elétrico em escala comercial no Brasil - algo para próximo a 2030 - também foram temas do diálogo.

    Perguntada sobre o conteúdo da reunião e sobre o projeto da fábrica, a assessoria de imprensa da General Motors respondeu, por e-mail, que não comenta o assunto. O silêncio tem razão de ser: a companhia quer evitar protestos dos sindicatos de metalúrgicos, especialmente os de São José dos Campos (SP), onde já há divergências importantes entre as partes.

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