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Investigação

Gestores e funcionários de empresa de bebidas presos em Joinville são soltos pelo Tribunal de Justiça de SC

12 suspeitos são investigados por sonegação, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação ideológica

07/05/2015 - 14h06 - Atualizada em: 07/05/2015 - 15h25

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Por Redação NSC
Sede da empresa Caninha 101 no bairro Itinga
Sede da empresa Caninha 101 no bairro Itinga
(Foto: )

As 12 pessoas ligadas à empresa 101 do Brasil Industrial, presas há duas semanas na operação Arion 2, em Joinville, tiveram a liberdade concedida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Gestores e funcionários da fabricante do energético Red Horse haviam sido presos preventivamente em uma mega operação organizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Ministério Público, Receita Federal, Secretaria da Fazenda e polícias.

A empresa, conhecida como Caninha 101, é suspeita de sonegar mais R$ 50 milhões e está sendo investigada pelos crimes de organização criminosa, sonegação fiscal, falsidade ideológica e lavagem de capitais.

O TJSC entendeu que não há necessidade de manter a prisão, pois as medidas de busca, apreensão e sequestro de bens foram suficientes para garantir a ordem pública. Além disso, o Tribunal acredita que não há mais risco de que os suspeitos interfiram na investigação.

O Ministério Público ainda precisa tomar o depoimento de algumas testemunhas antes de apresentar denúncia. Documentos apreendidos durante a operação estão sendo analisados pela Fazenda e a Receita Federal.

A investigação, que iniciou há sete meses, apontou que o esquema envolvia venda e distribuição de bebidas sem notas fiscais, com documentos fiscais de empresas de fachada, ocultação de receitas e de origem de patrimônio adquirido com o dinheiro ilegal. A lavagem de capitais supostamente ocorria com a aquisição de bens de luxo, como veículos importados em nome de empresa inexistente, imóveis e embarcações.

Durante o cumprimento de mandados, no dia 25 de abril, os policiais apreenderam um equipamento de falsificação de selos de controle tributário, selos produzidos artificialmente já impressos em tampas destinadas ao envasamento de bebidas, uma arma e R$ 1,5 milhão em dinheiro.

Os presos

Rainor Ido da Silva (gestor da empresa)

Gilvan Cardozo da Silva (gestor da empresa)

Roni Ido da Silva (gestor da empresa)

Jaime Vieira Júnior

Marina Santos de Quadros (auxiliar administrativa)

Anderson Felício dos Reis

Fabiano Cardozo de Souza

Jefferson Daniel Bonete (motorista)

Cleverson Franco de Lima

Ademir Cesário Delfino (supervisor)

Anderson de Lima

Janderson da Silva (gerente financeiro)

Contraponto

O advogado Vitor Josué de Oliveira, que representa a empresa, porém não responde individualmente por todos os investigados, conversou com a reportagem nesta quinta-feira.

Ele explicou que as defesas não pretendem se manifestar até que a denúncia seja formalizada, pois tem sido um momento delicado principalmente para as famílias. Apenas confirmou que o TJSC concedeu habeas corpus a todos os investigados.

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