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    Gigante na Coreia

    Giácomo Lemos irá disputar a luta principal em evento de MMA sul-coreano

    Sem apoio, catarinense chegou a sofrer bullying na área em que trabalhava por conta da carreira

    23/01/2019 - 07h45 - Atualizada em: 23/01/2019 - 17h10

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    Jorge
    Por Jorge Jr.
    Giácomo em ação. Ele diz estar pronto para a aventura na Ásia
    Giácomo em ação. Ele diz estar pronto para a aventura na Ásia
    (Foto: )

    Lutar é algo que está no sangue do catarinense Giácomo Lemos, que no próximo domingo irá fazer um duelo na categoria peso-pesado do Angel’s Fighting Championship em Seul, na Coreia do Sul. Filho de dois profissionais do judô, com a mãe chegando a conquistar a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis em 1984, chegar ao MMA era um caminho natural para o gigante.

    Morador do sul da Ilha e atleta da equipe Rangel Farias, Giácomo tem quatro vitórias na carreira e irá enfrentar o local Sang Soo Lee, que tem 18 triunfos e 12 derrotas. Aos 29 anos, o catarinense está apostando firme na luta e chegou a abdicar quase totalmente do trabalho como analista de sistemas.

    – No ambiente de T.I. eu sofria muito preconceito e bullying, pois eu tinha que comer comida pela manhã, quando todos comiam besteiras. Com o tempo, me sentia cada vez mais distanciado daquela área. Atualmente tenho um aplicativo com fins gratuitos e um canal no Youtube, o www.floripaqv.com, o qual passo um pouco da minha área de forma gratuita as pessoas, falando qualidade de vida – conta.

    Com as quatro vitórias conquistadas em solo catarinense, o primeiro voo da carreira para fora do Brasil é um incentivo a mais para tentar viver apenas da luta.

    – O AFC é um dos maiores eventos da Ásia, com audiência grande e que passa ao vivo na Coreia do Sul e China. Ainda procuro patrocínio, tanto para custeio da passagem do meu treinador, como para me manter lutando e representando o Brasil.

    Enquanto a dificuldade financeira é uma adversária, Giácomo dá aulas de muay thai em uma academia do Campeche e conta com a ajuda dos pais para conseguir se manter. Os apoios que tem são em troca de serviço, como clínica de fisioterapia e acompanhamento médico.

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