Na ficção da Idade Média, o alquimista era o profissional que dedicava a vida na procura pelo remédio de todos os males físico e morais, além da busca incessante pela chamada "pedra filosofal", que teria o poder de transformar metais brutos em ouro. Em Blumenau, mesmo fora da ficção e nos tempos modernos, é possível encontrar Giselle Margot Chirolli, que tem uma carreira inteiramente dedicada ao paradesporto.

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A educadora física blumenauense de 36 anos foi quem fundou em 2011 o projeto do Paradesporto Escolar e escreveu a metodologia que hoje é aplicada nos 65 polos espalhados por Blumenau. A comparação com a alquimia não é à toa. Afinal, são oito anos na luta diária de transformar alunos que possuem deficiência, com problemas de obesidade e autoestima, em atletas reconhecidos e símbolos de orgulho para a família e colegas de escola, curando males físicos e morais.

Não necessariamente todos os alunos do projeto seguem a carreira no esporte, mas em alguns casos, o trabalho resulta em ouro de verdade. Como no caso da promessa do paratletismo brasileiro, José Alexandre Martins da Costa, 15 anos, que coleciona três novas medalhas do metal precioso, conquistadas em apenas uma competição em julho deste ano, na Suíça.

O "Petrucinho", como ele é chamado, ganhou o apelido em comparação ao medalhista de ouro nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e recordista mundial, Petrúcio Ferreira. Ele era apenas mais uma criança que se questionava sobre a própria forma física, por conta de uma má formação no braço esquerdo, na municipal de ensino de Blumenau, e pouco tempo depois que entrou para o projeto se tornou campeão.

Como ela mesma aponta, a palavra "transformação" é o que a motiva diariamente à frente da coordenação do projeto na Secretaria de Educação de Blumenau.

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Confira a entrevista com a coordenadora do Projeto Paradesporto Escolar de Blumenau:

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