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A hora da nova geração

Giselle cria um cardápio por semana para o restaurante em que é chef em Joinville

Aos 31 anos, ela já conta com passagens por alguns dos melhores restaurantes da cidade

07/09/2013 - 05h07

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Por Redação NSC
Para Giselle, a gastronomia é um mundo mágico que só se explica com o amor dos que são loucos por cozinha
Para Giselle, a gastronomia é um mundo mágico que só se explica com o amor dos que são loucos por cozinha
(Foto: )

Há dez anos, quando a joinvilense Giselle Bust se formou no curso de gastronomia da Universidade do Vale do Itajaí - Univali, a região ainda não contava com outros cursos superiores na área e boa parte dos chefs joinvilenses haviam saído do Estado ou do Brasil para estudar. Havia ainda aqueles que, depois de uma vida inteira dedicada à culinária, tornaram-se líderes de suas cozinhas mesmo sem estudar para isso.

O fato é que, desde que Giselle deixou os bancos da universidade para viver a realidade dos restaurantes, ela também viu a profissão que escolheu começar a ser mais valorizada e a arte de cozinhar virar moda não só para aqueles que se especializam na área.

- Nos fins de semana, atuo como personal chef para grupos que querem aprender a fazer pratos mais elaborados. Acho que as pessoas estão correndo tanto e vivendo tanto estresse que a gastronomia virou uma forma de terapia - avalia a chef de apenas 31 anos que, atualmente, cria os pratos da Adega Don Maximiliano.

Giselle faz parte de uma geração que começa a movimentar a área ao escolher esta profissão - e se profissionalizar nela. A faculdade, até então inexistente no Norte de Santa Catarina, não era o que ela planejava a princípio. A primeira opção era estudar design mas, quando o pai, o arquiteto Mário Bust, chegou em casa com folhetos do curso de Gastronomia que abriria em 2009 em Balneário Camboriú dizendo que, ao se aposentar, se dedicaria ao curso pelo prazer de cozinhar, o futuro de Giselle mudou.

- Eu sempre gostei de cozinhar, desde criança. Com a família de origem alemã, cresci vendo meus avós fazerem cucas, pegando galinha no quintal, ajudando na cozinha. E meu pai, que acabou não fazendo o curso, realizou o sonho me vendo assumir a profissão - diz.

Depois de passar pelo restaurante do Hotel Plaza Norte dos restaurantes Visconde Café, L'Antipasti e Piazza Itália - quando, recém-formada, viveu o primeiro festival gastronômico sendo a única chef mulher do grupo - e de abrir dois empreendimentos próprios, Giselle assumiu o desafio de liderar a cozinha da Adega Don Maximiliano.

Especializada em alta gastronomia, com inspirações na culinária internacional, a cozinha permite interação com os clientes, que aproveitam a proximidade para pedir pratos que não estão no cardápio. Este, aliás, muda todas as semanas, sem nunca repetir um item.

- Tiro bastante tempo para pesquisar iguarias e cortes de carne, porque toda semana crio ou adapto uma receita. É uma vida dedicada à cozinha e você sabe que terá que sacrificar momentos da vida pessoal e datas especiais, por isso eu chamo de mundo mágico da gastronomia: você só faz por amor - analisa Giselle.

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