nsc
dc

Polêmica 

Governo de SC começa a discutir retirada do termo identidade de gênero do currículo da educação

Reunião na sexta-feira com conselho estadual e entidades que elaboraram documento vai iniciar revisão após críticas de deputados e orientação do governador

04/09/2019 - 18h43 - Atualizada em: 05/09/2019 - 05h21

Compartilhe

Jean
Por Jean Laurindo
Governador Moisés pediu revisão do plano para retirada de termos sobre diversidade criticados por deputados estaduais
Governador Moisés pediu revisão do plano para retirada de termos sobre diversidade criticados por deputados estaduais
(Foto: )

A Secretaria de Estado da Educação marcou para a manhã de sexta-feira (6) uma reunião para rediscutir o Currículo Base de Educação Infantil e Fundamental do Território Catarinense. O documento passou a ser alvo de uma polêmica na semana passada, depois que deputados estaduais pediram a retirada de termos ligados a identidade de gênero e diversidade no texto-base, que busca basear as atividades educacionais em instituições de ensino de Santa Catarina.

Na ocasião, o governador Carlos Moisés afirmou que o Estado “não permitiria a abordagem” dos temas de diversidade e gênero e pediu ao secretário de Educação, Natalino Uggioni, a alteração do Currículo Base.

Como o documento foi construído com discussão de entidades e professores de todo o Estado, qualquer alteração precisa ser discutida e consentida pelas instituições que participaram da elaboração do plano.

Por isso, na sexta-feira a Secretaria de Educação vai receber líderes do grupo estratégico que construiu o plano, composto pelo Conselho Estadual de Educação (CEE), pela União Nacionais de Dirigentes Municipais de Educação em SC (Undime-SC), pela União dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme) e da Federação Catarinense dos Municípios (Fecam).

A ideia é que este seja o primeiro de outros encontros que ao longo de setembro irão discutir a alteração do documento, visando à retirada dos termos ligados a identidade de gênero.

A tendência é que, após a pressão dos deputados e a orientação do governador, as expressões sejam retiradas do plano. A ideia é preservar, no entanto, os conteúdos ligados a corpo humano e biologia, que fazem parte das competências a serem desenvolvidas no oitavo ano do ensino fundamental, mencionados no ponto em que há as referências a diversidade, que foram alvo de ataques de parlamentares. Após a revisão, o currículo base volta para o governo, para ser homologado pelo governador Moisés.

Nesta segunda-feira (2), 11 entidades ligadas à ciência e aos direitos humanos emitiram um manifesto criticando a decisão do governo Moisés de retirar do currículo base as expressões de identidade de gênero e classificando a posição como "fundamentalismo".

Acesse as últimas notícias do NSC Total

Ainda não é assinante? Assine e tenha acesso ilimitado ao NSC Total, leia as edições digitais dos jornais e aproveite os descontos do Clube NSC.

Deixe seu comentário:

Últimas notícias

Loading interface... Todas de Política

Colunistas